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Transformação digital na Saúde impacta trabalho de médicos e enfermeiros

Em torno de dez anos, 75% dos pacientes vão utilizar os serviços digitais de saúde, segundo dados da CIOnet, comunidade europeia de executivos de TI. Mas, nesse caminho rumo à transformação digital na Saúde, muitas mudanças precisam acontecer para que esses serviços tenham a qualidade e a segurança esperadas. Uma das principais é na maneira de trabalhar – e pensar – de todos os envolvidos na assistência, como explica Aimar Lopes, docente em Gestão Hospitalar da Universidade São Camilo.

Um ambiente digital demanda, além da adesão de tecnologias, uma nova mentalidade. É preciso investir em ações de conscientização sobre a importância de um ambiente informatizado e de como isso vai impactar processos e rotina de trabalho. “As pessoas têm de acreditar que a alteração é boa – tanto para os pacientes, quanto para o próprio trabalho”, diz Lopes. Ele recomenda que a instituição aposte, desde já, em conversas sobre o que vai mudar, abordando resultados na prática dos sistemas e casos bem sucedidos em outras instituições, que mostrem o impacto na segurança de diagnósticos e na qualidade dos serviços.

Com a transformação digital na Saúde, os profissionais têm a oportunidade de crescer na carreira, com aprendizados e novas habilidades, e de contribuir ativamente com as soluções do futuro, criando um ciclo de tratamento proativo. Veja, a seguir, as principais mudanças na maneira de trabalhar:

  • Médicos mais completos

Na rede de saúde digital, a responsabilidade de um médico vai além de gerar diagnósticos pontuais, inclui aconselhamento e coordenação durante todo o tratamento. O acesso a pesquisas e informações combinadas com sistemas de suporte avançado permite decisões clínicas mais assertivas, o que ajuda na evolução desses profissionais para uma nova função: a de facilitador de confiança.

  • Enfermeiros como cuidador

Tecnologias de suporte como sensores, reconhecimento de fala e documentação automatizada permitem que os enfermeiros, hoje responsáveis por ações operacionais e rotineiras, tenham mais tempo para cuidar dos pacientes. Dessa forma, eles podem focar nas atividades de alto valor, como a interação, oferecendo aconselhamento e planejamento de recuperação.

  • Equipes colaborativas

Os hospitais devem promover ambientes de trabalho que estimulem a comunicação aberta entre os profissionais de todas as especialidades. O compartilhamento de conhecimento, baseado em resultados comprovados, permite a criação de uma nova geração de especialistas em saúde, que questiona hierarquias e assume uma responsabilidade compartilhada. Com equipes multifuncionais é possível gerar KPIs (Key Performance Indicator, ou Indicador-chave de Performance) claros e centradas no paciente.

O hospital deve investir em treinamentos constantes para toda a equipe – tanto da parte técnica, quanto da comportamental – para que a transformação digital na Saúde seja efetiva. “Essa ação deve ser frequente e não apenas no início do processo de digitalização”, afirma Lopes. Isso porque, no ambiente digital, a troca de conhecimento é de suma importância e deve sempre prevalecer. “É essencial incentivar que as equipes conversem e troquem informação. A entidade precisa estimular a discussão, mostrar resultados e fornecer treinamento constante para incentivar o engajamento”, completa o especialista.

 

       

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