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Tontura tem cura e o uso indiscriminado de medicamentos pode agravar o problema

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A tontura é a segunda queixa mais frequente de pacientes em consultórios, só ficando atrás da dor de cabeça. Entre os idosos, o sintoma é o mais comum. Entretanto, muitas vezes a causa deste problema não é descoberta. A sensação de tontura, mesmo quando intensa, pode ocorrer por um problema leve e ser momentânea, mas também pode ser indício de alguma doença mais séria. Em ambos os casos compromete a qualidade de vida.

Com o foco no cuidado e no bem-estar de seus pacientes, a Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz oferece um serviço multidisciplinar e com especialistas em Otoneurologia, área da medicina que se dedica ao equilíbrio e à audição. Uma das finalidades do atendimento em Otoneurologia é identificar a causa da tontura, grande responsável por quedas e fraturas em idosos, e tratá-la.

“A maioria das pessoas que sente tontura tem alguma doença do labirinto, mas não a labirintite, que significa inflamação deste órgão sensorial. É preciso saber qual é a doença que está causando esse sintoma”, explica o Dr. Márcio Salmito, otorrinolaringologista, com especialização em Otoneurologia, responsável pelo serviço na Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “A tontura deve sempre ser investigada, pois pode ser um indício de alguma doença do labirinto e também indicar a presença de outras enfermidades, como diabetes, pressão alta ou baixa, anemia, problemas vasculares, neurológicos e cardíacos. Quanto mais cedo procurar um especialista, maiores as chances de recuperação”, completa.

O especialista afirma que o conhecimento nesta área se intensificou nos últimos anos. Apenas em 2009, por exemplo, um consenso mundial definiu sobre o que é tontura e o que é vertigem. A Bárány Society, maior entidade mundial de otoneurologia, publicou um artigo definindo cada um dos sintomas. Por esse consenso, vertigem significa ilusão de movimento do próprio corpo, muitas vezes uma sensação de que o corpo está rodando. Tontura, por sua vez, significa alteração na percepção do espaço, porém sem ilusão de o corpo estar em movimento. Ambos indicam doenças do labirinto.

“O sucesso do tratamento depende totalmente da identificação da causa da tontura. É preciso conversar com o paciente, entender o que ele descreve como tontura, saber a frequência e duração das crises”, explica o otorrinolaringologista. A Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza também os exames necessários para o diagnóstico. Um deles é o vHIT (video-Head Impulse Test). Por meio de óculos, que é colocado no paciente, com dois sensores, um de movimentação da cabeça e outro que detecta a movimentação ocular, é possível identificar, a partir de pequenos impulsos da cabeça, a relação entre o movimento produzido e o movimento reflexo dos olhos e, deste modo, analisar o funcionamento do labirinto. Além da precisão, o exame possui a vantagem de não desencadear tontura no paciente.

Segundo o Dr. Salmito, o diagnóstico é fundamental para direcionar o tratamento e medicação correta. “Muitos pacientes acabam procurando medicação para labirintite, que não está nem entre as dez principais causas de tontura. A maioria deles possui outra doença do labirinto, sendo a mais comum a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), que é tratada no consultório. Esses pacientes costumam se beneficiar com alguns movimentos na cabeça do sem a necessidade de medicamentos. “É importante ressaltar que medicamentos usados para a tontura indiscriminados podem até agravar o problema”, explica.

 

 

       
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