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Tendências e fusões no mercado farmacêutico

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O mercado farmacêutico no Brasil cresceu 12,5% em 2008, atingindo R$ 26,1 bilhões. A tendência para os próximos quatro anos é que haja um crescimento composto de cerca de 9%. Em relação aos genéricos, a estimativa é mais modesta: de que até 2014 esses produtos possam alcançar um crescimento de R$ 660 milhões. “O governo, dentro do PAC, tem um objetivo parecido de elevar a participação dos genéricos no Brasil em 20%”, destaca o diretor financeiro e de RI da Profarma, Max Fischer.

A projeção para os medicamentos similares é na ordem de US$ 2 bilhões, sendo que esse produto não está incluso no crescimento de 12,5% do mercado farmacêutico no ano passado. Futuramente, Fischer ressalta que os similares devem virar genéricos contribuindo, assim, para o crescimento do mercado.

Enquanto se planeja expansão de vendas e produtos nos próximos anos, o mercado vive uma realidade mundial de encarar desafios que dizem respeito ao lançamento de novos produtos que tem passado pela busca de outros segmentos, conforme citou o CFO da Profarma. “Nos últimos cinco anos o pipeline de produtos novos é muito baixo, ou seja, todas as indústrias hoje estão em busca de produtos que são de especialidades como oncologia, por exemplo. As aquisições e fusões que a gente tem visto do lado da indústria tendem muito mais a ser na busca por uma empresa que seja especializada num tipo de remédio ou em um tipo de droga que seja desenvolvido para um determinadas especialidade, e isso deixa espaço para que a distribuição ocupe, através de serviços, um espaço que a aproxime mais da indústria.”

A exemplo de fusões, neste ano a Sanofi-aventis comprou a Medley por R$ 1,5 bilhão, enquanto no setor de distribuição de medicamentos o grupo alemão Celesio adquiriu a Panarello por cerca de R$ 500 milhões. A compra dará o direito da Celesio ter 54% das ações do grupo Panpharma, que ainda englobará as distribuidoras American Farma e Sudeste Farma. “A Sanofi já vinha mostrando interesse no mundo inteiro, foi um movimento oportunístico. Em relação a Panarello, as informações são desencontradas mas também neste caso os lucros foram maiores aos que haviam de valor no mercado e a oportunidade de consolidação no setor de distribuição de produtos para farmácia continua aberta”, avalia Fischer ao comentar que nos mercados mais maduros a concentração é muito maior, sendo que as três principais distribuidoras chegam a possuir mais de 70%. “Esse é o caminho! Pelos fatores fiscais que reforçam e ajudam no processo de consolidação.”

Mesmo em um período de crise econômica mundial o setor farmacêutico não se inibiu e foi às compras, embora suspeita-se que este mercado tenha sido um dos primeiros a sofrer com a crise financeira por trabalhar com dívidas de curto prazo, exceto a Profarma que no período em questão tinha uma dívida alongada. Em setembro de 2008, com a chegada da recessão, bancos, antes considerados parceiros, passaram a querer ver a capacidade de pagamento do setor para depois renovar seus empréstimos, resultando em um momento de “irracionalidade” para o mercado. “Todo mundo queria fazer dinheiro com estoques em excesso, porém, após esse período em que o pior passou e todo mundo conseguiu de alguma forma endereçar seu problema de liquidez, o mercado ficou muito mais conservador, não só para a distribuição como também para o varejo. Todo mundo olhando um pouco mais para o seu negócio do ponto de vista de gerar valor internamente, seja através de ações de capital de giro ou redução de desconto na ponta para melhorar a rentabilidade e a taxa de retorno”, conta Fischer.

Para a Profarma, a dívida é vista como uma parceira de crescimento. Atualmente, a distribuidora tem o endividamento fortemente concentrado nos próximos três anos, segundo o CFO da empresa. A disponibilidade de garantias em duplicatas está avaliada em R$ 340 milhões. Fischer conta que embora tenha esta visão de parceria, hoje a Profarma não precisa usar a dívida para crescer porque está utilizando seus próprios recursos como ferramenta. “A dívida logicamente tem que estar alinhada ao perfil do negócio e também com custos compatíveis com a margem da própria operação”, explica.

No segundo trimestre de 2009, o lucro líquido da companhia cresceu 66,2% em relação ao mesmo período de 2008, atingindo R$ 17,9 milhões. O Ebtida também apresentou um crescimento e fechou o trimestre em R$ 3,7 milhões. Já o ciclo de caixa reduziu 9,2 dias, atingindo 58,7 dias – representando uma redução de capital de giro da ordem de R$ 63,1 milhões.

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