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Temporão diz que Saúde vai fechar 2008 com “equação razoável”

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quinta-feira,13, que não está preocupado com a possibilidade de redução no valor do orçamento da pasta para este ano. Após participar de entrevista à emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele destacou que o ministério deve fechar 2008 com “uma equação razoável”.
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“Minha preocupação é mais estrutural, é o futuro e a sustentabilidade do sistema de saúde e a necessidade da regulamentação da Emenda 29 [que estabelece um percentual de gastos da União, dos estados e dos municípios na saúde pública e cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS)], que continua pendente. Ainda temos que votar um destaque na Câmara dos Deputados para que a matéria siga para o Senado Federal.”
Sobre a quantia de crédito adicional necessário à pasta, ele afirmou que a previsão inicial do ministério é de, pelo menos, R$ 24 bilhões suplementares para o Programa Mais Saúde nos próximos quatro anos. “Isso seria o mínimo para enfrentar os desafios que temos pela frente”, disse.
Ao comentar o último relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre gastos com a saúde, Temporão lembrou que, em 2005, os resultados mostraram um montante de R$ 160 bilhões. Do total, os governos federal, estaduais e municipais investiram apenas 38% enquanto as famílias gastaram 62% com o setor.
“Isso significa que quem banca a saúde pública no Brasil não é o governo, mas as famílias. São despesas com medicamentos, exames e consultas. Em todos os países que têm a mesma filosofia e os mesmos princípios do sistema de saúde brasileiro, como Inglaterra e Canadá, a participação do gasto público no total é de 80% a 85%. Temos que gastar mais recursos público em saúde no Brasil.”
Temporão admitiu que a atual conjuntura pode não ser “a mais favorável” para se discutir o financiamento da saúde por conta do cenário de indefinições provocado pela crise financeira internacional mas ressaltou que, ainda assim, o problema “persiste o nos desafia”.
“De alguma forma, essa questão tem que ser enfrentada. Para que a área social não seja penalizada, para que as pessoas possam ser atendidas plenamente, o que é a obrigação dos governos pelo que reza a Constituição brasileira.”

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