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Temporão defende gestão da Saúde no governo Lula

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apresentou nesta quinta-feira (15) o balanço das ações da pasta nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2010.
Em mais de duas horas, Temporão destacou o aumento no número de equipes do Programa Saúde da Família, que passou de 19.068, em 2003, para 31.500, até setembro de 2010. A meta é alcançar 35 mil equipes até 2011. Conforme o balanço do ministério, os profissionais de saúde do programa já atendem a mais da metade da população brasileira e 90% da meta foi alcançada, com recursos superiores a R$ 6,5 bilhões.
As equipes têm a função de fazer visitas regulares às casas dos cidadãos ou atendimentos nos postos para acompanhar o estado de saúde das famílias e prevenir o surgimento de doenças.
O ministro comemorou também a ampliação na lista de medicamentos ofertados pela Farmácia Popular e unidades do programa, criado em 2006. Em 2010, foram incluídas nove drogas para o tratamento de asma, rinite, osteoporose, do mal de Parkinson e do glaucoma, além de fraldas geriátricas. Os remédios são subsidiados pelo governo e chegam a ter desconto de 90% em relação ao preço de mercado. A ideia é incluir 20 medicamentos até 2011. De acordo com dados do ministério, foram 15 produtos até agora, equivalente a 75% da meta.
O levantamento aponta atraso na construção das unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A previsão é ter 533 unidades funcionamento até o ano que vem. Segundo Temporão, 92 estão em atividade e 500 devem estar habilitadas até o fim do ano. Ele atribui o atraso às eleições de outubro.
“Estão todas em construção ou sendo equipadas. Como são construídas pelos municípios e tivemos eleições este ano, o que interrompeu o repasse de recursos, tivemos atraso de cronograma. Com certeza, no primeiro trimestre [de 2011], a maioria das UPAs deverá estar em funcionamento”.
Perguntado sobre a baixa execução do plano de enfrentamento ao crack, implementado em maio deste ano, Temporão disse que não se trata de um problema de fácil solução e disse que o consumo de álcool é mais preocupante. “Imaginar que essa questão seria resolvida da noite para o dia é uma coisa meio romântica. Isso demanda trabalho. A Saúde sofre com os resultados do tráfico e da dependência. O álcool é muito mais importante e complicado que o crack ou a cocaína”.
De acordo com dados do ministério, foram abertos 69 leitos em hospitais gerais para atendimento aos dependentes de crack, o que corresponde a apenas 3% da meta estabelecida de 2,5 mil leitos até 2011. Nenhum dos 40 centros de atenção psicossocial e das 30 casas de acolhimento transitório foram implantados, conforme o balanço.
O governo ultrapassou a meta de ampliar em 20 projetos de consultórios de rua. Foram implantados 35.
Veja a íntegra do balanço aqui.
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