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Telemedicina incentiva uso do Prontuário Eletrônico

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O desenvolvimento do Prontuário Eletrônico no Instituto do Coração – InCor já se encontra em fase avançada para oferecer o acesso por dispositivos móveis. O hospital iniciou a experiência em 1998, a partir do projeto de integração do sistema de tecnologia da informação com uma interface Web. A iniciativa foi relatada por Marco Antônio Gutierrez, da divisão de informática médica do Incor, durante o I Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, realizado de 2 a 4 de novembro, em São Paulo. O Prontuário Eletrônico do Paciente do InCor é formado por diversos módulos, como cadastro, registro, anamnese, exames, evolução clínica e outras, que facilitam e melhoram o serviço de atendimento. O sistema foi desenvolvido em arquitetura de três camadas, linguagem Java e banco de dados Oracle, com ferramentas de segurança, tabelas e codificações, imagens e laudos. O padrão de informações utilizado é o DICOM, que permite a troca de dados com outras instituições.
Em paralelo, o InCor tem outros projetos de tecnologia em desenvolvimento, integrados ao prontuário eletrônico, destacando-se o PACS (sistema de arquivo e processamento eletrônico de imagens) e os monitores virtuais, a partir da integração dos monitores com o Prontuário Eletrônico. Agora, o próximo passo é oferecer o acesso remoto ao prontuário, por meio de dispositivos móveis, o que permite a atuação do médico a partir de qualquer lugar.
A experiência do InCor no Prontuário Eletrônico mostra como a instituição está inserida no desenvolvimento da telemedicina. Para Marcio Biczyk do Amaral, do serviço de arquivo médico do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da USP, o próprio conceito de telemedicina implica no uso do Prontuário Eletrônico. Durante o congresso, Amaral discutiu os modelos para troca de informação de prontuários informatizados em relação a soluções tecnológicas e metodologias.
Segundo o especialista, os esforços para o desenvolvimento do prontuário eletrônico tiveram início nos Estados Unidos, nos anos 70. Atualmente, são diversas linhas de pesquisa, presentes em instituições acadêmicas, governo, ONGs e na indústria de software.
Para a implantação de um Prontuário Eletrônico, Amaral indica cinco passos que precisam ser analisados: software, hardware (infra-estrutura tecnológica), peopleware (treinamento e capacitação dos profissionais que utilizarão o programa), processos de integração de sistemas e estratégia. O conteúdo das informações disponíveis no Prontuário Eletrônico é outro ponto importante, além da segurança de dados do paciente na rede.

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