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“A tecnologia nunca assustou as nossas pessoas”

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Na última sexta-feira conversamos com Lídia Abdalla, presidente executiva do Laboratório Sabin. Muito solícita, ela nos explicou um pouco mais sobre a cultura organizacional da empresa frente às mudanças ocorridas nos últimos anos em automação laboratorial.

A empresa se posiciona como pioneira em automação no setor e traz como pilares estratégicos a inovação e gestão de pessoas. “A forma como eu trabalho [a cultura da mudança] com a minha liderança e a equipe é que faz a diferença”, disse ela ressaltando a importância das pessoas na construção dos resultados do Sabin.

A área de laboratórios passou por sua grande revolução tecnológica há 20 anos, com a chegada dos primeiros sistemas de informação laboratoriais (SIL). Antigamente todas as etapas do exame do paciente eram manuais: desde a entrada dos resultados até a assinatura à caneta dos laudos, feitos um por um e que se acumulavam em pilhas ao final do dia.

Naquela época já se temia um assunto atual: será que os sistemas automatizados substituirão os empregos? O resultado observado no Sabin foi sempre muito positivo. A tecnologia garantiu o controle de processos, qualidade e segurança para o paciente, já que máquinas erram menos. Além disso, houve um ganho em produtividade, flexibilização de trabalho em escala e disponibilidade de uma mão de obra altamente qualificada. Ou seja, talentos da empresa poderiam agora se dedicar a pesquisa, artigos, conversas com os médicos em vez de realizar ações repetitivas, como era necessário antes da automação.

Mais recentemente, em 2007, a história se repetiu: Após a compra da esteira Labcell da Siemens, funcionários se questionaram se haveria demissões de técnicos de laboratórios, já que o equipamento robotizava grande parte do processo. Novamente, o impacto foi a elevação do padrão de qualidade e transferência dos funcionários após treinamento para funções mais refinadas.

O laboratório resolveu formalizar essa cultura organizacional com um grupo de trabalho de gestão de mudanças. Toda grande mudança na organização passa por esse grupo. “O objetivo é trabalhar informação, garantir que seja clara, transparente e acessível”, diz Lídia.

A iniciativa busca as melhores práticas em tempos de transição e, deste modo, a equipe não recebe as notícias como uma imposição, mas sim com o coração e mente aberta. Em geral, as empresas trazem a tecnologia exclusivamente com o discurso de ganho de produtividade, redução de custos, assustando e trazendo insegurança aos seus funcionários. No Sabin, segundo a Presidente, a mentalidade em relação a esse assunto é sempre de muita expectativa.

Com a premissa de que pessoas felizes trazem mais motivação e engajamento para a empresa, Lídia disse: “A tecnologia nunca assustou as nossas pessoas, a cultura de colocar as pessoas no centro do negócio fez elas entenderem que os avanços tecnológicos vêm para trazer eficiência e qualidade”.

       
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