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Tecnologia brasileira é usada na fabricação de vacinas

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A Argentina vai contar com tecnologia brasileira na produção de vacinas contra a febre amarela. Uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde da Argentina foi assinada nesta quinta-feira (17) para ajudar o país vizinho a fabricar suas próprias doses. Atualmente, a Argentina compra vacinas contra a febre amarela do Brasil.

“Com a transferência, a Argentina passará a ser terceira produtora mundial dessa vacina estratégica, ao lado do Brasil e da França”,  destacou o ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão. “A saúde no Mercosul é uma agenda prioritária”, completou, ao informar que a vacina brasileira é exportada para cerca de 50 países.

De acordo com dados da Organização Panamericana de Saúde (OMS), no ano passado, o Brasil registrou 46 casos de febre amarela e houve 27 mortes. Na Argentina, o número foi menor: 9 casos e três mortes. A doença está entre aquelas consideradas “negligenciadas” por grandes laboratórios farmacêuticos, embora seja endêmica na América Central, América do Sul e África, ou seja, ela prevalece nessas regiões.

Com o acordo bilateral, nos próximos 90 dias, o Brasil e a Argentina vão definir como será o processo de transferência de tecnologia para produção das doses, que devem estar disponíveis em dois anos. De acordo com o  ministro da Saúde argentino Juan Luis Manzur, a presidente Cristina Kirchner liberou a aplicação de “todos os recursos necessários para implementação do projeto”.

Manzur também lembrou que os dois países estão trabalhando juntos para combater a dengue na fronteira. “Essa é uma doença que está na região e que temos que unir esforços. A saúde não tem fronteiras. O vetor de doenças, o mosquito, por exemplo, não passa pela imigração.”

A parceria inclui ainda o apoio técnico do Brasil para instalação de bancos de leite humano na Argentina e a produção acadêmica na área de saúde pública. A Fiocruz vai organizar cursos de mestrado para profissionais da Argentina nas áreas de biologia molecular e celular, biotecnologia, epidemiologia e estatística.

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