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Técnica pode aumentar vida útil das próteses ortopédicas

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Um método de tratamento inovador para superfícies metálicas, batizado de implantação iônica por imersão em plasma promete aumentar a dureza das ligas de aço que compõem as próteses em até 250% e reduzir o desgaste em cerca de 160 vezes. De acordo com informações da Fapesp, a técnica tem sido analisada pela Baumer, fabricante latino-americana de implantes ortopédicos. De acordo com químico Roberto Parpaioli, gerente da Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento da Baumer, o método revelou-se biocompatível e os resultados foram além das expectativas. Segundo ele, agora a intenção é organizar um ou dois grupos clínicos para fazer exames in vivo nas próteses submetidas à implantação iônica por plasma. A expectativa é concluir a avaliação clínica dentro de dois ou três anos.
Para esses exames, a empresa vai escolher duas equipes de ortopedistas ligados a uma universidade. Cada grupo clínico terá, em média, cinco profissionais e de dez a 30 pacientes. A Baumer cederá todas as próteses e arcará com os custos dos testes. Melhorar a dureza e, conseqüentemente, a vida útil de implantes ortopédicos é uma das muitas aplicações dessa técnica de tratamento superficial, desenvolvida de forma pioneira, no Brasil, pela Metrolab, empresa de São José dos Campos especializada na calibração, ajuste e manutenção de instrumentos industriais mecânicos e eletrônicos.
O método de implantação iônica por imersão em plasma (IIIP ou 3IP) pode ser empregado para melhorar as propriedades tribológicas (características que envolvem dureza, resistência à corrosão e ao desgaste e redução de atrito e fricção), ópticas e eletrônicas de um variado leque de materiais, como alumínio, titânio, aço inoxidável, ligas metálicas, polímeros, plásticos, teflon, náilon e, no caso de semicondutores, possibilitar a criação de dispositivos cada vez menores. Assim, além das próteses ortopédicas, também podem ser beneficiadas as ferramentas e os componentes industriais das áreas automotiva, médica, odontológica e aeroespacial, como facas de corte, moldes para alumínio, pistões de motores, rolamentos, brocas de aço, implantes odontológicos e garrafas de polímero poli (tereftalato de etileno), mais conhecidas como PET, usadas para acondicionar refrigerantes e água mineral.

       
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