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TEB registra aumento na demanda por desfibriladores

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A morte do jogador de futebol Serginho, do Clube São Caetano, colocou na pauta do dia a questão da obrigatoriedade de desfibriladores em locais com grande circulação de pessoas. A discussão a respeito da importância do equipamento começa a impactar sobre os fabricantes que passam a trabalhar a todo vapor para suprir a crescente demanda. O reflexo desse aquecimento é observado pela TEB, fabricante especializada em medicina cardíaca. No segundo semestre de 2004 a companhia contabilizou crescimento de mais de 30% na demanda por desfibriladores e cardioversores. ?Nosso prazo de entrega dos equipamentos chegou a 80 dias e tivemos de aumentar a produção. Mesmo assim, atualmente esse período é de 45 dias?, afirma Alaide Gomes, diretora comercial da TEB.
Segundo a executiva, o impulso está relacionado ao surgimento de um novo nicho consumidor. ?Os spas, clubes e academias passaram a adquirir esses equipamentos. Além disso, algumas instituições de saúde ampliaram o número de disfibrilabores disponíveis?, comenta. A executiva explica que a TEB fabrica o chamado desfibrilador assistido, ou seja, aquele que deve ser manuseado por um profissional. ?Quando falamos da existência desse tipo de aparelho em locais públicos como o metrô, estamos nos referindo aos desfibriladores automáticos ou semi-automáticos, os quais não são fabricados no Brasil e cujo custo é muito elevado?, observa. Na opinião dela, a aprovação de leis que obrigam a existência de desfibriladores em locais muito movimentados pode expor a população a alguns riscos. ?Temos uma estrutura e um custo de mão-de-obra no País que nos permite investir no reforço dos serviços de resgate?, acredita.
Além do impulso promovido pelo aumento da demanda desses equipamentos, a TEB também obteve bons resultados em outras áreas de atuação. ?Em 2004 observamos uma recuperação do mercado em geral e isso se refletiu nos nossos números, pois registramos incremento de 26% de 2003 para 2004?, conta Alaíde. Segundo ela, a expectativa para 2005 é crescimento de 16% nas vendas e aumento de 29% no faturamento proveniente de exportações. Entre os países da rota de exportação da TEB estão México, Cuba, Venezuela, Colômbia, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Uruguai e Paraguai. ?Estamos buscando o selo de responsabilidade social (SA 8000) e a certificação na comunidade européia. Assim poderemos ampliar a abrangência das exportações, passando a atingir outros países?, antecipa Alaide.

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