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Tabagismo e os cuidados na escolha do anticoncepcional

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Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de cinco milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao consumo de tabaco, 1,5 milhões das quais são mulheres.

Na mulher, o tabagismo contribui para o aumento dos casos de câncer de colo de útero, da incidência de osteoporose e dos casos de infertilidade – provavelmente porque o cigarro transforma o estrogênio, que é o principal hormônio feminino, em um estrogênio mais fraco.

No Brasil, 21% das mulheres em idade reprodutiva que não desejam engravidar utilizam o anticoncepcional hormonal combinado oral. Trata-se de uma combinação de duas substâncias, o etinilestradiol (estrogênio sintético) e o progestagênio. O primeiro é um vasoconstritor, então a associação com a pílula combinada mais cigarro é contraindicada. Pílula combinada e cigarro não devem estar juntos em idade alguma, mas especialmente a partir dos 35 anos, porque a intensidade dos problemas aumenta. Já a pílula só com progestagênio pode ser utilizada sem perigo por fumantes, pois não aumenta o risco de acidente vascular cerebral e nem trombose.

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