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Sustentabilidade financeira depende de processos e padrões

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Um tema que desafia os diretores dos hospitais é a sustentabilidade financeira das instituições. A demanda crescente para serviços de saúde, os custos cada vez altos e ainda incorporação acelerada de novas tecnologias, pressionam a eficiência do setor. Na visão do diretor da Planisa, Afonso Matos, a sustentabilidade financeira do setor só é viável com a adoção de padrões e processos, que contemplem toda a cadeia assistencial. “É preciso adotar práticas clínicas com padrões baseadas em evidência, discutir novas formas de remuneração e mais do que tudo, envolver os médicos nessa gestão”, avalia.

Para o diretor geral do Hospital Samaritano de São Paulo, Sérgio Lopes Bento, há um grande desafio na evolução para novos modelos de remuneração. Sair do modelo de fee for service, praticado pela maioria das instituições, exige uma maior gestão por parte dos hospitais. “Quanto mais complexo o modelo de remuneração, maior o risco que os hospitais assumem, e isso demanda uma gestão mais acurada”, pontua.

A sustentabilidade financeira do setor também depende muito de um maior entendimento entre operadoras e prestadores de serviço. De acordo com Bento, a pressão por valores e taxas de diárias e de serviços hospitalares prejudicam a recuperação do core business do hospital como principal fonte de receita. “Costumo dizer que somos grandes varejistas de materiais e medicamentos, que é de onde vem, em média, 49% da receita operacional dos hospitais. Só conseguiremos recompor o valor de taxas e diárias com um entendimento maior com as operadoras”.

Além de avançar do modelo de remuneração, a adoção de processos também é um caminho a ser seguido na busca por sustentabilidade. O presidente da Sign Health, Marshall Garcia, acredita que o desenho de processos eficientes e sua automatização garantem uma gestão mais eficiente e precisa. “Não adianta fazer diagnóstico da instituição se não utilizamos as ferramentas adequadas. É preciso que a instituição funcione independente das pessoas e com indicadores adequados”, enfatiza. 

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