Referências da Saúde Quem foram os premiados da edição 2016? Confira agora

Steve Haeckel defende era da adaptabilidade na gestão hospitalar durante o SBF

Publicidade

Plano de negócios bem definidos, recursos rigorosamente planejados, equipes definidas funcionalmente com rígidos controles hierárquicos. Se esse é o modelo considerado ?ideal? para a administração hospitalar e atualmente o mais executado dentro das instituições de saúde, Steve Haeckel, ex-diretor de estudos estratégicos do Advanced Business Institute, da IBM, e atualmente presidindo a Adaptive Business Designs, surpreendeu os convidados do Saúde Business Forum 2004, durante sua palestra, apresentando o conceito de adaptabilidade, defendendo que as empresas não podem mais trabalhar de forma engessada e devem estar preparadas para as constantes mudanças. O executivo explicou a necessidade de desenhar negócios em forma de sistemas e abandonar o antigo modelo de ?fazer e vender?, que atende apenas às solicitações que se presume que o cliente quer. A estrutura da empresa que se adapta prevê o comportamento do mercado respondendo de antemão a esta demanda. Esta estratégia projeta o negócio como sistema e não como um amontoado de processos verticais hierárquicos. Esse novo modelo tem o objetivo de agregar elementos que interagem para produzir um resultado que nenhum outro subconjunto desse grupo consegue, ou seja, possibilitando uma sinergia entre esses subgrupos, projetando interações. ?Mudança traz implicações essenciais para o administrador. O conceito ?fazer e vender? só atende a solicitações e não prevê o comportamento do mercado?, observa.
Segundo o executivo não basta apenas seguir um programa pré-estabelecido sem levar em consideração o momento que o mercado passa. É necessário criar uma rede modular de capacitações, considerando que clientes não são previsíveis, em especial no mercado de saúde. Por isso, não basta apenas cumprir metas e sim levar em conta a eficácia destes processos.
O executivo ressalta que prestar atenção às necessidades pessoais do paciente é algo recente. No novo conceito a empresa agrega novas competências estratégicas que impactam também na forma como o hospital deve alocar seus recursos. ?Não existe mais espaço para planos exatamente programados, sem a opção de uma nova formatação?, afirma.
Haeckel conta que é importante para o gestor manter uma postura flexível de governança, que possibilite mudanças. Para isso, a empresa tem que estar atenta ao que o mercado pede, sentir suas necessidades, ver o que acontece retornando este ciclo sempre que necessário. ?Enquanto isso, o concorrente ainda está na ação anterior, enquanto a empresa que se adapta já se adequou à nova realidade pedida pelo mercado e vai agir mais rapidamente, de acordo com estas necessidades, e não conforme um plano anterior que não reflete mais os novos requisitos?, avalia.
Os pontos chaves que caracterizam as empresas que se adaptam passam pela percepção, interpretação, decisão e atuação. Para isso, a empresa deve ter claro os objetivos a serem atingidos e não apenas o que tem que produzir. Outro ponto importante é identificar as restrições que o hospital enfrenta para que essa finalidade seja cumprida, bem como os limites e fronteiras que a restringem. E, por fim, como medir esse progresso sob a métrica da finalidade e não dá meta.

Publicidade

Notícias como essa no seu e-mail

Faça como mais de 20.000 profissionais do setor de saúde e receba as últimas matérias no seu email.

Deixe uma resposta