5º CONAHP debaterá “O Hospital do Futuro: O Futuro dos Hospitais”. Faça já sua inscrição → Clique aqui

Sob contrato de R$ 22 milhões, Fanem vai exportar para Etiópia

Publicidade
Combalido por um passado de guerras, o continente africano se desenvolve aos poucos e acaba atraindo companhias de diversas regiões do mundo de olho nos gargalos estruturais e potenciais oportunidades de negócios. A Saúde é um dos setores que vem sendo remodelado por muitos países africanos e, exatamente neste encalço, é que a brasileira Fanem acaba de anunciar o contrato de R$ 22 milhões com o Ministério da Saúde do governo da Etiópia, para a exportação de 2.625 equipamentos.Entre as empresas mais inovadoras do setor de saúde brasileiro, a Fanem fechou o acordo frente a concorrentes de países como Alemanha, China, Estados Unidos, Índia e Suécia.Pela forte estratégia de internacionalização, a Fanem já mantinha laços comerciais com países do norte e sul do continente africano e, desde 2006, vem ampliando o mercado passando a comercializar seus produtos também em países do leste e oeste da África, como a própria Etiópia, Sudão, Quênia e Nigéria. “Esta é uma das maiores vendas da nossa história”, ressaltou Djalma Luiz Rodrigues, diretor executivo da Fanem, se referindo ao contrato fechado com a Etiópia.

Outras regiões com presença já consolidada pela Fanem são América Latina e Oriente Médio, tendo unidade fabril também em Bangalore, na Índia e escritório na Jordânia, em Amã. Com exportação para mais de 100 países, hoje cerca de 40% do seu faturamento é proveniente das vendas ao exterior.

LEIA MAIS:
Conheça 4 startups de saúde africanasA caminho da Etiópia 

Todos os equipamentos de neonatologia vendidos para a Etiópia foram fabricados em Guarulhos (SP) e farão parte do plano de crescimento e desenvolvimento do governo. O acordo prevê a distribuição dos produtos pelo Ministério da Saúde africano para diversos hospitais regionais. Entre os equipamentos estão incubadoras de cuidado intensivo, fototerapias para tratamento de icterícia e CPAP de bolhas para tratamento de patologias respiratórias.

“Para embarcar as 189 toneladas de equipamentos serão utilizados 34 contêineres, que comportarão 3.500 caixas. Para se ter uma ideia do volume expressivo, se enfileiradas, estas caixas ocupariam mais de 3,5km”, explicou o executivo de operações na África da Fanem, Fernando Aguiar Jacinto, em comunicado.

Além das dificuldades com a falta de infraestrutura, Rodrigues aponta a relação entre os bancos de cada País como outro grande desafio. “Os bancos brasileiros pouco conversam com os bancos africanos, o que torna difícil as transações”, explicou.

       
Publicidade

Comentários

    Felipe Gomes comentou em

    Fernando Jacinto vêm há muito tempo abrindo caminhos antes inexplorados no continente africano, surpreendendo a cada dia mais os seus concorrentes e os que acompanham a sua saga. Eu não esperaria menos de suas investidas. Parabéns a Fanem e seus representantes.

Deixe uma resposta