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‘Smartphone’ ajuda na detecção do câncer

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De acordo com um artigo publicado nesta quarta-feira (23) pela revista Science Translational Medicine, médicos do Hospital Geral de Massachusetts, equipados com um telefone celular, uma agulha fina e um pequeno aparelho de ressonância magnética molecular, conseguiram acertar o diagnóstico de câncer em 96% dos pacientes. O resultado é mais alto que o da biópsia tradicional.
O sistema evita que os pacientes se submetam a procedimentos dolorosos e, potencialmente, perigosos, segundo um dos desenvolvedores do procedimento, Cesar M. Castro, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston.
Atualmente, o método padrão para o diagnóstico de câncer é a coleta de uma porção do tecido de tumor, que é submetido a uma imuno-histoquímica, como é denominado o teste no qual é utilizado um anticorpo específico que “marca” a existência de células cancerígenas. Para obter as amostras de tecidos são necessárias biópsias e, às vezes, intervenções cirúrgicas, e os resultados podem demorar três ou mais dias.
A análise molecular rápida desenvolvida em Massachusetts também exige a coleta de uma amostra celular, mas é extraída com uma agulha mais fina (0,7 milímetros de diâmetro) que a de uma biópsia tradicional (1,4 milímetros de diâmetro).
Além disso, não existe tempo de espera, o que “reduz a ansiedade do paciente devido à obtenção rápida de um resultado, habitualmente em menos de uma hora”, segundo Castro.
A equipe utiliza um smartphone comum e um aparelho cilíndrico de ressonância magnética nuclear, que mede cinco centímetros de diâmetro.
Os pesquisadores testaram o método em 50 pacientes que apresentavam tumores intra-abdominais suspeitos, indicados para uma biópsia comum.
Os mesmos pacientes também tiraram amostras utilizando as agulhas que são habitualmente usadas nas biópsias, que foram enviadas para o procedimento convencional de diagnóstico. Em lugar das amostras de tecidos que o procedimento convencional requer, este sistema pode funcionar com um pequeno número de células retiradas com a agulha mais fina.
O pequeno aparato de ressonância magnética nuclear emprega nanopartículas magnéticas como sensores que medem os compostos químicos nas células e o aparelho está conectado a um telefone de modo que os médicos possam medir e ler os dados junto à cama do paciente.
Após escanear os tecidos dos pacientes para detectar a expressão de nove proteínas importantes, os médicos identificaram corretamente 44 pacientes que tinham tumores cancerígenos, e cada um dos diagnósticos foi confirmado pela biópsia convencional.
A taxa de identificação de tumores cancerígenos com esta técnica é superada em 84% pela imuno-histoquímica. “Estes marcadores de proteínas podem indicar a probabilidade de um câncer crescer e se propagar para outros tecidos do corpo”, explicou Castro. 
*Com informações da EFE/Agência Estado 
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