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Sistema para monitorar infecção hospitalar é distribuído pela Anvisa

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Um software desenvolvido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promete reduzir drasticamente o tempo gasto pelo órgão no monitoramento da infecção hospitalar no Brasil. O programa começou a ser distribuído gratuitamente ontem, dia 13, para hospitais públicos e privados de todo o País, com o objetivo de acompanhar em tempo real, de forma fácil e padronizada, a incidência de infecção nos serviços de saúde. O Sistema Nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de Saúde (Sinais) irá alimentar um banco de dados nacional, que será acessível a municípios, estados e governo federal. Segundo a médica Adélia Marçal, gerente de investigação e prevenção de infecções em serviços da saúde, da Anvisa, os primeiros estímulos começaram em 2000, quando o programa de controle de infecção hospitalar, que era de responsabilidade da Secretaria de Políticas de Saúde, passou a ser responsabilidade do órgão. ?Precisávamos entender a amplitude e incidência nos hospitais brasileiros e como os governos federal, estadual e municipal estavam tratando o assunto?, explica.
Segundo Adélia, a expectativa da Anvisa é que a adesão ao Sinais atinja já nos primeiros meses cerca de 75% dos hospitais brasileiros. Um estudo de 2003 mostrou que cerca de 25% das instituições de saúde não possuem nenhum tipo de comissão de controle à infecção hospitalar. ?Iremos trabalhar posteriormente com estes hospitais, com uma política de incentivo e educação?, ressalta. Para ela, embora a utilização do programa não seja obrigatória, o acompanhamento é exigido por lei desde 1983. Atualmente o monitoramento é realizado manualmente, o que leva muito tempo. ?O sistema vem auxiliar os gestores a reduzir esse tempo, proporcionando agilidade e um detalhamento das informações?, analisa. Outra importante contribuição do sistema, segundo a médica, é que os indicadores poderão direcionar as ações de educação e treinamentos, além de ser um termômetro apontando às necessidades de implantação de tecnologias que contribuem para a prevenção das infecções, como cateteres especiais.
Dessa forma, as ações básicas de controle de infecções poderão ser priorizadas de acordo com a realidade local, poupando esforços e potencializando investimentos. O sistema permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação. Além dos indicadores sobre as infecções, o Sinais contribuirá no combate à resistência microbiana, possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os microrganismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. ?Atualmente existe um esforço muito grande dos hospitais para acompanhar este quadro. Com o Sinais os hospitais não terão mais motivos que impeçam esse monitoramento?, explica.
O desenvolvimento do programa demorou três anos e envolveu cerca de 150 profissionais. Os treinamentos para uso do Sinais e a metodologia preconizada pelo Ministério da Saúde terão início ainda este ano, abrangendo gestores estaduais e municipais e serviços de saúde com prioridade aos de maior complexidade e risco. Para os próximos meses, a Anvisa está prevendo atualizações do sistema que permitirão o acompanhamento diário do uso de antimicrobrianos nas instituições.
Serviço:
O download do sistema pode ser feito pelo site da Anvisa

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Segundo Adélia, a expectativa da Anvisa é que a adesão ao Sinais atinja já nos primeiros meses cerca de 75% dos hospitais brasileiros. Um estudo de 2003 mostrou que cerca de 25% das instituições de saúde não possuem nenhum tipo de comissão de controle à infecção hospitalar. ?Iremos trabalhar posteriormente com estes hospitais, com uma política de incentivo e educação?, ressalta. Para ela, embora a utilização do programa não seja obrigatória, o acompanhamento é exigido por lei desde 1983. Atualmente o monitoramento é realizado manualmente, o que leva muito tempo. ?O sistema vem auxiliar os gestores a reduzir esse tempo, proporcionando agilidade e um detalhamento das informações?, analisa. Outra importante contribuição do sistema, segundo a médica, é que os indicadores poderão direcionar as ações de educação e treinamentos, além de ser um termômetro apontando às necessidades de implantação de tecnologias que contribuem para a prevenção das infecções, como cateteres especiais.
Dessa forma, as ações básicas de controle de infecções poderão ser priorizadas de acordo com a realidade local, poupando esforços e potencializando investimentos. O sistema permite a obtenção de indicadores que consideram os riscos relacionados ao tempo de internação e de exposição a procedimentos invasivos e as características dos pacientes e das unidades de internação. Além dos indicadores sobre as infecções, o Sinais contribuirá no combate à resistência microbiana, possibilitando a análise do perfil de sensibilidade de todos os microrganismos e o seu acompanhamento por tipo de ambiente ou unidade assistencial. ?Atualmente existe um esforço muito grande dos hospitais para acompanhar este quadro. Com o Sinais os hospitais não terão mais motivos que impeçam esse monitoramento?, explica.
O desenvolvimento do programa demorou três anos e envolveu cerca de 150 profissionais. Os treinamentos para uso do Sinais e a metodologia preconizada pelo Ministério da Saúde terão início ainda este ano, abrangendo gestores estaduais e municipais e serviços de saúde com prioridade aos de maior complexidade e risco. Para os próximos meses, a Anvisa está prevendo atualizações do sistema que permitirão o acompanhamento diário do uso de antimicrobrianos nas instituições.
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