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Setor de serviços ganha franquia voltada para a terceirização

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A gestão eficiente dos custos tem motivado hospitais a buscarem soluções em atividades que não estejam em seu leque de atividade-fim. Com isso, o mercado se movimentou e tratou de criar opções que atendesse a essas instituições de saúde, de forma a proporcionar melhor qualidade com custos reduzidos. A terceirização de serviços surgiu como opção para esta necessidade. O número de empresas interessadas em prestar serviços cresceu e encontrou novas formas de se organizar. O grupo Zelo, liderado pelo empresário Renato Ticoulat Neto, pioneiro na implantação de franquias de limpeza no País, concebeu um novo formato e lança franquia para a terceirização de serviços. Dentro dessa proposta oferece gerenciamento de instalações, com foco na implantação de atividades de manutenção predial como portaria, vigilância, manutenção hidráulica e elétrica, jardinagem, controle de pragas e conveniência pelo sistema pay per use como, por exemplo, serviços de mensageiro, baby siter e secretária, entre outros. A novidade é que todos estes serviços serão desenvolvidos dentro do conceito de facilty management, ou seja, gerenciamento de instalações que prevê a administração única e centralizada de todos os serviços terceirizados, evitando redundâncias e otimizando recursos.
Segundo o empresário, as empresas de serviços não possuem conhecimento das mais altas técnicas de administração, e muitas delas inclusive demonstram desatualização na área administrativa. A visão corrente é a de custos somente, não se enxergando a relação custo benefício de investimentos em softwares de gestão. ?A Zelo investiu pesado neste segmento, criando um software que engloba todas as áreas de uma boa empresa de terceirização (contratação, seleção, treinamento, comercial, controle de estoques, folha de pagamento, contas a pagar e a receber, entre outros), que somados à certificação em processo final de ISO 9000 na área de seleção e recrutamento, irá ao encontro das necessidades dos clientes mais exigentes?, explica.
Renato Ticoulat conta que hoje o maior problema é o de integrar soluções e eliminar o retrabalho. Estes trabalhos precisam ser coordenados, se não for assim, o custo final ficará sempre maior. Soluções de racionalização de serviços só podem aparecer se os trabalhos forem seqüenciais. ?Acredito que a figura mais importante de um edifício hoje, seja o gerente de facilidades. Hoje em hospitais, e em especial as enfermeiras, se preocupam muito só com a assepsia e com a contaminação dos ambientes. Enquanto a preocupação com a coleta do lixo, com tempos e métodos de trabalho, com caminho crítico e com otimização de turnos de trabalho, não são prioridades das enfermeiras, e elas nem são especialistas no assunto. Para isto, é necessário ter uma pessoa (empresa), que una diversos especialistas para se ter uma melhora no resultado?, argumenta.
A experiência do empresário vem da atuação em instituições de saúde no início dos anos 90, no Hospital Pró Cardíaco, no Rio de Janeiro. O problema de inconsistência no trabalho de limpeza, criou a figura do franqueado, o dono do negócio trabalhando dentro do hospital como terceirizado na área de limpeza. Assim, em vez de se ter um encarregado com parcial interesse no sucesso, um empresário foi contratado no lugar. Ticoulat iniciou estudos de métodos e tempos, mudando as tecnologias de trabalho existentes, das mais simples, como varrição com vassouras tipo piaçava para máquinas de varrer de empurrar (100 m2 eram limpos em 20 minutos e passaram a ser limpos em 6 minutos), até as mais complexas. Neste meio tempo os ganhos de escala foram gerando horas ociosas, que permitiram ao hospital se expandir sem contratar novos funcionários. O trabalho em hospitais foi evoluindo para muitos outros, como Candido Fontoura, na zona Leste de SP e na AACD. ?Estes trabalhos me deram experiência necessária para entender que sem uma integração maior com outras áreas dos hospitais, nossos serviços não evoluiriam. Foi quando decidi ir buscar tecnologia fora do Brasil, e fui fazer um estágio no Hospital Parque Lane, em Dallas. Lá aprendi a importância deste “building manager”?, explica.
Para ele, este ainda é um mercado novo, em que a mudança cultural ainda está engatinhando no Brasil. Até agora a redução de custos tem sido feita pela redução de margem do fornecedor, e agora será feita pelo aumento da performance. ?Hoje estamos trabalhando até no fomento da primeira Associação Nacional dos Gestores de Facility. Nossa expectativa é a de redução de 25% nos custos, mantendo a qualidade existente nos contratos estudados?, afirma.
Em relação ao faturamento, o empresário conta que não há previsão definida. A meta para este ano é montar uma estrutura que atenda 100% os hospitais, além de fechar um contrato ?piloto?, para servir de modelo para os próximos hospitais alvos. Os principais franqueados que a Zelo está buscando são os que já atuam no setor de terceirização e que estejam buscando especialização.
Serviço:
Informações sobre a Zelo podem ser obtidas no site www.zelo.srv.br e telefone 11 3815-5237.

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