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Servidora acusada de desvio é demitida

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O decreto de demissão da auxiliar administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, de Maringá (PR), Ivanete Thomas Candido Tubias foi assinado ontem à tarde pelo prefeito Silvio Barros (PP). O relatório final do procedimento administrativo disciplinar da Secretaria de Administração e o parecer da Procuradoria-Geral concluíram que a servidora participou de um esquema de desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) que lesou os cofres públicos em R$ 1,028 milhão, segundo auditoria do SUS e da prefeitura.
Os recursos foram repassados indevidamente à Clínica Unimagem, que era credenciada ao SUS para a realização de exames de raio x, ultrassom, mamografia e tomografia. As fraudes, segundo o procurador-geral da Prefeitura de Maringá, Luiz Carlos Manzato, ocorreram de janeiro de 2009 a junho de 2010, período em que mensalmente, a clínica recebia de R$ 40 mil a R$ 50 mil a mais do que tinha direito a receber.
Eram atendidas 3 mil guias e a cobrança era relativa a 5 mil exames. Segundo Manzato, a fraude foi possível porque a servidora era a responsável por auditar o relatório de cobrança da clínica.
Prejuízo

2 mil guias de exames a mais eram cobradas, segundo procedimento da prefeitura.
As conclusões do processo da prefeitura

? Fora do horário de serviço na Secretaria Municipal de Saúde, a servidora Ivanete Thomas Candido Tubias prestava serviço para a Clínica Unimagem, onde seria a responsável por fazer os relatórios de cobrança que seriam encaminhados à prefeitura.
? Depois, dentro da Secretaria Municipal de Saúde, a servidora pegava o relatório da Clínica Unimagem, feito por ela mesma, conferia a cobranças com as guias encaminhadas pelo SUS e aprovava o pedido para encaminhar ao setor de pagamento.
? O esquema teria funcionado de janeiro de 2009 a junho de 2010. Por mês, a Clínica Unimagem recebia cerca de R$ 100 mil reais, cerca de R$ 40 mil a R$ 50 mil a mais do que a quantidade de serviços realizados. Pela participação no esquema a servidora recebia 5% sobre o valor da nota.
*Com informações da Procuradoria Geral da Prefeitura de Maringá
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