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Serviço a deficientes auditivos do HC da USP permite a marcação de consultas por telefone

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC/FMUSP) acaba de implantar a Central de Atendimento ao Surdo (CAS), que permite aos deficientes auditivos marcarem consultas por telefone, sem precisar de auxílio. O sistema é inédito na rede pública de saúde do Brasil e recebe ligações de aparelhos telefônicos adaptados para surdos, agendando consultas para todas as especialidades do hospital. A Central foi implantada em julho, e o HC está começando um trabalho de divulgação para popularizar o uso do serviço pelos deficientes, informa a Agência USP. O médico otorrinolaringologista Sérgio Garbi, que coordenou a implantação do serviço, destaca que a CAS é composta por um telefone e um computador. “A linha é a mesma que atende os demais interessados em marcar consultas no HC, mas a Central não atende sinais de voz, possuindo um modem que identifica o sinal emitido pelos telefones adaptados para deficientes auditivos”, explica.
Sérgio Garbi relata que os aparelhos adaptados, instalados em lugares públicos e em algumas residências, possuem um teclado e um visor que permitem aos surdos fazerem as ligações. “Quando o atendente na Central identifica a chamada como sendo de um deficiente, passa a atendê-lo por meio do teclado do computador”, aponta.
De acordo com o médico, a maior vantagem da Central de Atendimento ao Surdo é abrir a possibilidade de os próprios portadores de surdez marcarem consultas. “Além de não depender de ninguém, o deficiente pode manter sua privacidade na hora de procurar um médico”, observa. Garbi afirma que a direção do HC estuda a possibilidade de reservar algumas das vagas para consultas oferecidas diariamente pelo Hospital para deficientes auditivos.
O otorrinolaringologista informa que o equipamento necessário à instalação da Central, destinado a grandes empresas e com custo estimado em R$ 50 mil, foi cedido gratuitamente por um fabricante de produtos para deficientes auditivos. “A Clínica de Otorrino do HC e a Fundação Faculdade de Medicina estão buscando patrocinadores para manter o atendimento”, diz. “Também foi pedido à Telefônica que divulgue o número da CAS através do serviço de informações da operadora.”
O médico está iniciando um trabalho de divulgação da Central junto a entidades que atuam com deficientes auditivos, para explicar o funcionamento do serviço e popularizar seu uso. “O objetivo é atingir uma média de 20 ligações diárias dentro de um ano”, calcula.
A Central de Atendimento ao Surdo funciona diariamente das 7 às 12 horas, e a marcação de consultas para o primeiro atendimento é feita conforme a disponibilidade de vagas no HC.

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