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Sérgio Cortês, a dengue, a BI e o geoprocessamento no Rio!

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Caros,

Um interessante caso de inovação em saúde pública, através do uso de software focado em reduzir a morbimortalidade dos pacientes de dengue, no Rio de Janeiro, através do uso de Business Inteligence para realizar a análise e georeferenciamento dos casos. Um exemplo de como soluções inovadoras podem beneficiar a população e gerar boas oportunidades de negócios.

Atenciosamente,

Fernando Cembranellli

Equipe EmpreenderSaúde

Business Inteligence como arma de saúde pública contra a dengue

Tecnologia para saber, a cada hora, a situação dos casos de dengue no estado do Rio. Esta é apenas uma das vantagens do painel de acompanhamento da doença, desenvolvido pela equipe de Business Inteligence (BI) da  ECO Sistemas, numa iniciativa que marca a primeira vez que o governo do Rio, que comprou a ferramenta, usa um sistema de inteligência para aprimorar sua gestão. Os resultados do monitoramento podem ser acessados dos computadores ou ipads dos gestores de saúde.

O projeto, que é desenvolvido desde  setembro do ano passado, está orçado em 1,9 milhão de reais até o final de 2011, envolvendo 11 profissionais entre analistas, gerentes e administradores de banco de dados, em milhares de horas de trabalho. Utiliza a tecnologia BI da Microstrategy 9, que permite mais agilidade no cruzamento de dados diversificados dentro da base corporativa. Com isso, é possível analisar com clareza  informações  como o número de casos notificados, a taxa de incidência, óbitos confirmados, além da circulação vetorial e do tipo viral em cada município do Rio de Janeiro.

Os resultados são imediatos, pois trazem informação em tempo real, como o giro de leitos e a otimização do atendimento. É traçado um painel de informações de procedimentos  e recursos disponíveis, além de uma base de dados de análise da situação atual e para pesquisa, em interface com a vigilância epidemiológica da secretaria.

Montado no Gabinete de Gestão de Dengue da Secretaria Estadual de Saúde, a ferramenta reúne  dois painéis paralelos com dados da rede estadual e também das demais notificações de casos da doença, na rede geral de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), como  hospitais federais e municipais, além dos  atendimentos em instituições privadas. Das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede estadual, por exemplo, as informações chegam a cada hora. Os demais atendimentos chegam via Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e são atualizados uma vez por semana. Todas as informações são sistematizadas às quartas-feiras.

O secretário de Saúde, Sergio Cortês,  acredita que a tecnologia BI é um novo conceito de gestão, que  extrai os dados das diversas unidades e traz para um único painel de apresentação. A junção de todas as informações em apenas um local permite a rápida tomada de decisões. No caso da dengue, uma doença em situação de epidemia, a ferramenta permite análises diárias.

Para Fernando Ferreira, da ECO Sistemas, o sistema é ideal porque permite uma atualização precisa do que realmente acontece. “Não temos mais o uso de relatórios. No caso das UPAs, controlamos  todos os procedimentos online, concentramos os dados de mais de 40 unidades com o perfil da cada paciente. Temos  análises cruzadas com sexo e faixa etária, município de origem, tipo de saída do atendimento, dentre outras. Há  centralização das informações numa única fonte de consulta”, relata. É a união do BI com o geoprocessamento, gerando estatísticas e avaliação de demandas.

 

Graças ao sistema, pode-se saber em tempo reduzido dos riscos de epidemia da doença nas cidades fluminenses. O estado do Rio de Janeiro contabiliza mais de 26 mil casos de dengue. Todos registrados com a ajuda do painel de acompanhamento desenvolvido pela ECO Sistemas.

Foto: Sérgio Cortês, Secretário de Estado da Saúde do Rio de Janeiro

Fonte: Eco Sistemas (www.ecosistemas.com.br)


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