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Sensor magnético permite medir acúmulo de ferro no fígado

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Um aparelho de leitura magnética desenvolvido na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, permite que sejam feitos, sem intervenção cirúrgica, exames para detectar o excesso de ferro no fígado de pessoas submetidas a seguidas transfusões de sangue, como hemofílicos e portadores de talassemia e anemia falciforme. O exame é muito importante no diagnóstico de diversas doenças decorrentes do acúmulo de ferro no organismo, informa a Agência USP.
O equipamento, desenvolvido pelo grupo de Biomagnetismo da FFCLRP, utiliza um sensor que mede o campo magnético produzido pelo ferro no fígado. Durante o exame, a pessoa fica deitada em uma cama dedicada (construída de material não metálico e não condutor para não interferir). “Depois de localizar o fígado com um ultra-som, o paciente é posicionado mantendo a região central do fígado próximo do sensor magnético. O sensor fica aproximadamente a dois centímetros do tecido sem tocá-lo, e a medida dura em torno de 5 minutos”, conta o físico Antonio Adilton Oliveira Carneiro, autor do projeto.
Pacientes submetidos a transfusão precisam ter o ferro no organismo quantificado para controlar a sua remoção e evitar o acúmulo nos tecidos. Geralmente, esta medida é feita por uma estimativa do nível de ferritina no plasma sanguíneo, mas esse método nem sempre é preciso.
Um segundo método aplicado é a biópsia, ou seja, a retirada de um pedaço do fígado para exame, porém, essa técnica é muito invasiva e inviável quando tem de ser aplicada periodicamente, colocando em risco a vida do paciente. O aparelho da USP é capaz de quantificar o ferro no tecido, sem a necessidade de intervenção cirúrgica. É utilizado o fígado por ser o órgão que mais acumula este metal.
O aparelho, único em funcionamento no País, já foi utilizado com sucesso no Hemocentro de Ribeirão Preto, mas somente para pesquisa. Mesmo mais barato do que os similares estrangeiros, seu custo ainda é alto. “Lá fora eles já comercializam equipamentos parecidos, mas não iguais. O aparelho nacional custa cerca de US$ 100 mil enquanto os similares estrangeiros ultrapassam US$ 1 milhão”, conta o professor Oswaldo Baffa, coordenador do projeto. “Seria ótimo instalar uma ou duas máquinas no Brasil.”, diz o professor, que não vê interesse em patentear a tecnologia, devido ao seu alto custo para comercialização e baixa produção.
Mais informações no telefone (16) 602-3778.

       
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