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Sem a CPMF, os estados fazem as contas

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Com o corte da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pelo Senado, na semana passada, os Estados pararam para calcular o impacto da decisão nos orçamentos da saúde. Em Pernambuco, que foi marcado por greves e reivindicações da classe médica, pode deixar de receber R$ 1,6 bilhão para investir em programas sociais. Os recursos da CPMF correspondiam ao pagamento de parte do programa Bolsa Família, da Previdência Rural e, principalmente, da Saúde.
De acordo com o governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no ano passado o estado recebeu R$ 653,7 milhões provenientes do imposto banido, sendo que parte do dinheiro fora aplicado no Sistema Único de Saúde (SUS). “O país perdeu, porque a CPMF iria financiar a Saúde brasileira nos próximos anos”, disse o governador.
Mesmo ciente de que o recurso da ordem de R$ 1,1 bilhão que Pernambuco receberia do PAC da Saúde está comprometido, o governador acredita que o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentará uma solução para enfrentar o problema.
Para o Estado de São Paulo, o impacto ainda não foi calculado, mas o governador José Serra (PSDB) apóia uma decisão que reforce o setor. “O problema não é ter ou não ter a CPMF, mas possuir uma proposta que beneficie a saúde. Se a decisão do Senado foi não, então, nas próximas semanas, temos que fazer um equacionamento e encontrar uma solução, para tanto é preciso olhar adiante”, disse Serra.

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