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Seis passos para implementar TI da Penn Medicine

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Na Penn Medicine [sistema acadêmico de saúde da Universidade da Pensilvânia], a necessidade de persuadir alguns médicos relutantes a respeito dos benefícios do sistema de informação é coisa do passado. Nossos médicos [dos Estados Unidos] contam com sofisticadas tecnologias que ajudam na melhoria do cuidado do paciente, assim como para administrar o exercício de sua profissão e conduzir suas pesquisas mais eficientemente. Eles se tornaram quase defensores universais. Considere o seguinte:
Foi usado o Eclipsys Sunrise Clinical Manager para atingir 100% de entrada de pedidos informatizados médicos (CPOE), uma taxa que menos de 10% das organizações de saúde atingiram.
A Penn Medicine, junto com um pequeno número de outras instalações pelo país, tem cerca de 1.700 de seus 1.800 médicos usando ativamente seu sistema de registro médico eletrônico Epic.
Médicos fazem cerca de 15 milhões de acessos por ano em nosso portal médico desenvolvido para ver as informações e resultados dos pacientes.
Todos os nossos médicos têm acesso a um armazenamento interno de dados, que contém 1,4 bilhão de registros que ajudam a assegurar a segurança do paciente e a qualidade do atendimento assim como a condução de ensaios clínicos e de pesquisas.
Essas conquistas refletem anos de planejamento, investimento e um trabalho extenso dos médicos, enfermeiras e profissionais de IS. Aqui estão alguns dos passos que demos:
Grupo de governança clínica de TI: Foi criado um grupo de governantes de alto nível que ajudava a definir as prioridades de TI e garantir que os recursos necessários estivessem disponíveis. Incluídos nesse grupo estavam nosso diretor médico, diretor-administrativo, diretor de farmácia, diretor executivo de nossas clínicas, vice-presidente sênior da empresa e nosso CFO.
Implementação e suporte dedicados: Contratamos consultores externos para complementar nossos funcionários, criando uma equipe qualificada com experiência significativa sobre o assunto. Enquanto implementavamos nosso sistema EMR, cada clínica estabelecia um comitê de governança formado por médicos e equipe administrativa. Esses grupos trabalhavam com a equipe IS, decidindo a forma como áreas, como fluxo de trabalho e conversão de dados, iriam funcionar.
Participação da equipe médica: Foram incluídos médicos e enfermeiras no planejamento, implementação e otimização de nossas iniciativas tecnológicas. Ao incorporar seus comentários criamos soluções personalizadas que abordam as necessidades de nossos usuários e geram entusiasmo e suporte para seus projetos. Ter esses clínicos envolvidos garante que não deixemos de lado os desafios que eles enfrentam em áreas como a documentação de suas notas, admissão dos dados demográficos do paciente e gráfico de abstração inicial.
Um grupo que contava com seis médicos redesenhou o fluxo de trabalho que usamos para administrar injeções e vacinas. Ter médicos no grupo ajudou a garantir a melhora do processo, então, agora as injeções são monitoradas e gerenciadas de uma forma mais completa, discreta e consistente.
Gerenciamento de projeto: Atribuímos gerentes de projeto para cada uma de nossas clínicas durante as implementações de TI. Esta abordagem mostrou aos nossos médicos que nos importávamos com seu sucesso e construiu relacionamentos positivos. Nossos funcionários de TI conheceram seus clientes, garantindo que as soluções propostas eram as melhores para cada clínica.
Executivo de apoio: Nosso CEO, Ralph Muller, identificou os serviços de informação vitais para apoiar os objetivos estratégicos da organização. A IS ocupa um lugar de destaque em nosso plano estratégico e Clinical Blue Print for Quality. Muller regularmente cita resultados dos Annals of Internal Medicine que diz que um aumento de dez pontos em automação está associado com uma queda de 15% na taxa de mortalidade por infarto do miocárdio ou cirurgia cardíaca, e que maior automação está associado com menores taxas de complicações e custos. Muller tem sido fundamental na transição do IS de uma organização predominantemente terceirizada e descentralizada focada nos níveis de serviço, a uma com departamento central, focada em serviços centralizados. Ele também dobrou os investimentos na área de US$ 46 milhões no final de 2006 para US$ 95 milhões no final de 2011.
Sólida infraestrutura: Foi criada uma infraestrutura completa, incluindo WAN, wireless e dispositivos móveis, que garante conectividade estável, de alta velocidade e confiável. Os acessos às informações dos pacientes podem ser feitos agora de qualquer lugar.
O investimento e comprometimento com IS gerou uma taxa positiva de resultados, incluindo:
Uma queda de 38% nas mortes que podem ser evitadas, durantes os anos, deixando o Hospital da Universidade da Pensilvânia como o líder nacional nessa categoria, devido em parte aos alertas eletrônicos nos EMRs dos pacientes. Por exemplo, o sistema exige que os médicos considerem o risco de tromboembolismo venoso para todos os pacientes internados, e dá apoio oferecendo medicamento profilático.
Redução no número de infecções hospitalares através da introdução de iniciativas baseadas em evidências cujos resultados são incorporados ao sistema de prescrição eletrônica de internação (CPOE).
Uma melhoria de 50% no uso apropriado de diluidores de sangue e uma redução de 10% em complicações através da introdução do conjunto de ordens baseados nas provas evidenciadas por médicos e equipe de IS.
Aumento de orientação de internação em abrigos com o sistema de saúde em mais de 24% em um período de 12 meses apoiados por mudanças de documentação de liberação de pacientes e referências eletrônicas.
Aumento do volume de pacientes ambulatoriais em 6,8% por meio da abertura da nova clínica Center Advanced Medicine, que usa um sistema EMR.
Melhora no fluxo de pacientes baseados em intervenções IS que resultaram em uma redução significativa no tempo de permanência, transporte e permanência no leito.
A Penn Medicine continua com seu esforço no uso de tecnologia para melhoria do cuidado do paciente e pesquisa. A TI usada nessas áreas, está enraizado na cultura Penn. Apesar dos investimentos não serem baratos e o tempo despendido ser significativo, o resultado fez com que tudo valesse à pena.
*Michael Restuccia é vice-Presidente e CIO da Penn Medicine, um sistema acadêmico de saúde de US$ 3,8 bilhões por ano, com quase 2.100 médicos prestando serviço para o Hospital of University of Pennsylvania, Penn Presbyterian Medical Center, Pennsylvania Hospital e mais de 250 ambulatórios clínicos. Originalmente publicado na InformatinWeek EUA.
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