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“Seguradoras e operadoras movimentam R$ 55 bi por ano”

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Ao avaliar o sistema de transplantes de órgãos do país, o senador Tião Viana (PT-SP) criticou as listas de espera para cirurgia, “que não priorizam os pacientes com estado mais grave”, e o setor privado, “que é omisso na questão dos transplantes, realizando apenas 5% das operações desse tipo”.
– As seguradoras e as empresas de planos de saúde movimentam cerca de R$ 55 bilhões por ano, mas não se responsabilizam pelos transplantes – protestou ele, durante pronunciamento nesta quarta-feira (9).
Sobre as filas de espera, o senador insistiu na necessidade de que os doentes mais graves tenham prioridade, “para diminuir o sofrimento das famílias que, hoje, sabem que a maioria dos que estão na fila não têm chance de serem atendidos”.
Desigualdade regional
Tião Viana também criticou “a forte concentração” dessas cirurgias em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – mas principalmente no primeiro. Ele informou que, dos cerca de 8,5 mil transplantes realizados no ano passado, mais de 6 mil ocorreram em São Paulo. Nesse contexto, o senador elogiou o programa, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio Libanês de São Paulo, que visa treinar médicos para a realização de transplantes em outros estados.
Outro problema apontado por Tião Viana é a falta de doadores no país. Para ilustrar a situação, o senador comparou o Brasil com a Espanha: segundo ele, no primeiro há oito doadores para cada um milhão de habitantes, enquanto no segundo existem 34 doadores para cada um milhão de habitantes.
– É necessária uma ampla campanha de doação – afirmou.
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