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Segmento de vacinas cresce 16% ao ano e fatura US$ 17 bi no mundo

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O segmento de vacinas no Brasil tem avançado muito nos últimos 20 anos, com pesados incentivos do governo federal, tornando-se alvo de fortes investimentos de multinacionais interessadas em expandir no mercado nacional.
De acordo com o Valor Econômico, a produção de vacinas no país concentra-se nas mãos dos laboratórios estatais, vinculados aos governos estaduais. No entanto, toda a inovação nesse segmento ainda está nas mãos das farmacêuticas internacionais, que firmam acordo de transferência de tecnologia com as empresas locais.
O mercado global de vacinas movimenta algo como US$ 17 bilhões, com taxas médias de crescimento de 16% ao ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse segmento triplicou nos últimos oito anos, tornando-se um dos mercados de maior expansão entre os setores da indústria em geral – duas vezes mais rápido que o de drogas terapêuticas, por exemplo, segundo a OMS. No Brasil, a receita com vacinas é bem mais modesta, em torno de R$ 1 bilhão, com cerca de 400 milhões de doses comercializadas por ano.
No ano passado, o Ministério da Saúde investiu R$ 825,6 milhões na compra de vacinas para o Programa Nacional de Imunização (PNI). Foram adquiridas 376,04 milhões de doses de 26 tipos de imunizantes diferentes. O investimento na compra de vacinas subiu 310% nesta década, passando de R$ 200,8 em 2000 para R$ 825,6 milhões em 2009.
Em 2009, a produção nacional respondeu por 86,29% do total de doses adquiridas pelo governo federal, o equivalente a 324,51 milhões de doses. Em 2000, 60,6% das doses distribuídas pelo PNI eram feitas por empresas brasileiras – 178,52 milhões de doses, de um total de 285,16 milhões de doses.
A partir deste ano, duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação e oferecidas gratuitamente pela rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningocócica C. O Ministério da Saúde investirá R$ 552 milhões na aquisição dessas vacinas: R$ 400 milhões para a compra de 13 milhões de doses da pneumocócica e R$ 152 milhões para 8 milhões de doses da meningocócica.
O Ministério da Saúde aumentará, até 2012, em 162,7% o investimento médio anual destinado à ampliação das fábricas, compra de equipamentos e aumento da capacidade de produção. Entre o ano passado e 2012, os investimentos previstos são de R$ 350 milhões, uma média de R$ 87,5 milhões por ano. Entre 2003 e 2008, foram aplicados R$ 200 milhões em equipamentos e aumento da área dos laboratórios nacionais.
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