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SBCBM apoia metas para conter a obesidade e propõe selo de alerta ao consumidor

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) avaliou como positiva a medida do Ministério da Saúde que prevê deter o crescimento da obesidade entre a população adulta, reduzir em 30% o consumo regular de refrigerantes e sucos artificiais e aumentar, em pelo menos 17,8%, o percentual de adultos que consomem frutas e verduras regularmente.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Caetano Marchesini, a medida do Ministério da Saúde é fundamental para conter o avanço da obesidade no país.

“O número de cirurgias bariátricas no Brasil aumentou 7,5% em 2016 em comparação com o ano de 2015. No ano passado 100.512 pessoas fizeram a cirurgia e este número cresce ano a ano. Políticas públicas eficazes de combate à obesidade é o que o Brasil precisa para evitar que os nossos jovens e crianças sejam futuros candidatos à cirurgia bariátrica”, declarou Marchesini.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, mostram que mais da metade dos brasileiros, 56,9% estão acima do peso ideal ou apresentam o Índice de Massa Corporal (IMC) maior do que 25 kg/m2.

Segundo o presidente da SBCBM, o número de cirurgiões bariátricos existentes no país é pequeno, se comparado com o número de pessoas que precisam de uma cirurgia bariátrica. “O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias e os índices de obesidade só aumentam. Precisamos frear esta epidemia”, reforça Marchesini.

Em um estudo divulgado pelo próprio Ministério da Saúde, em agosto de 2015, constatou-se que 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade comem biscoitos, bolachas e bolos e que 32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial.

Os dados integram o terceiro volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que traz medidas da população do país, como peso, pressão arterial e circunferência da cintura.

Além das mudanças nos hábitos alimentares na infância, os dados já alertavam para os crescentes índices de excesso de peso e obesidade em adultos.

Alerta para produtos ultraprocessados – O presidente da SBCBM diz que informações mais claras e didáticas nos rótulos dos alimentos industrializados influenciam os consumidores na compra dos produtos. O resultado foi constatado em uma pesquisa coordenada por Marchesini e desenvolvido juntamente com professores do curso de nutrição da Universidade Federal do Paraná e Universidade Positivo.

O estudo apontou que entre 100% dos entrevistados, 89% mudaram suas escolhas no supermercado ao se deparar com um selo vermelho de alerta na embalagem do produto. Em contrapartida, apenas 11% mantiveram a decisão pela compra de um produto que não é considerado saudável.

“A inclusão de um selo de cores diferenciadas é uma ferramenta importante para a interpretação das informações contidas nos produtos alimentícios embalados ultraprocessados e influência na escolha de alimentos. Esta medida também pode ser avaliada pelo Ministério da Saúde”, declarou Marchesini.

O médico defende que a interpretação de rótulos e informações nutricionais de alimentos embalados deve ser facilitada para que a população possa fazer escolhas autônomas, saudáveis e adequadas. “Temos um estudo cientifico que comprova a mudança na escolha das pessoas quando elas são alertadas de que determinado alimento não faz bem à saúde”, conta Marchesini.

Foram responsáveis pelo estudo, juntamente com o Dr. Caetano Marchesini, a nutricionista e mestranda em alimentação e nutrição pela UFPR, Ana Cláudia Thomaz; a nutricionista e mestre em segurança alimentar e nutricional, Rubia Daniela Thieme e as alunas, Gabriela Franco e Lucimara Bertoni.

Obesidade – As mudanças no padrão de alimentação do brasileiro, bem como o menor tempo dedicado a atividades Segundo Marchesini, a obesidade está diretamente associada, na maioria dos casos, ao aumento da ingestão de energia e ao alto consumo de alimentos ultraprocessados.

O médico explica que os alimentos ultraprocessados devem ser evitados, pois são ricos em gorduras e açúcares, contém quantidades excessivas de sódio, além de alto teor de gorduras saturadas e hidrogenadas para estender a duração na prateleira, intensificar sabor, cobrir sabores indesejáveis dos aditivos e das substâncias geradas pelas técnicas utilizadas em sua fabricação.

“Além disso, os alimentos ultraprocessados são pobres em fibras, vitaminas, minerais e outras substâncias que estão naturalmente presentes nos alimentos in natura e minimamente processados como, por exemplo, os grãos, verduras, legumes e frutas”, reforça Marchesini.

Marchesini lembrou que o Guia Alimentar para a População Brasileira 2014 tem, como propósito promover a alimentação adequada e saudável, acelerar o declínio da desnutrição, reverter a tendência de aumento da obesidade e de outras doenças crônicas relacionadas à alimentação.

 

 

       
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