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SBC: Redução de custos em saúde depende da responsabilidade de todos

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Os custos em saúde estão ficando cada vez mais caros e num menor tempo, apesar dos últimos seis anos as comodities em saúde apresentarem uma estabilidade relativa. Agora, o grande desafio dos hospitais é controlar os estoques mantendo a qualidade e segurança na operação. Estas foram as principais vertentes discutidas durante a mesa ?Controle de Custos ? Estratégias para gerir materiais, medicamentos e suprimentos em hospitais?, no segundo dia do Saúde Business Conference. Segundo Rubens Baptista Jr., consultor do Senac, a redução de custo não depende apenas de uma conversa com o corpo clínico. ?Precisamos considerar as experiências externas, levando em conta a diferenciação, limitação e as particularidades que o setor possui. Existem muitas estratégias desenvolvidas em outras indústrias que podem ser utilizadas em saúde?, afirma Batista.
É preciso evitar ainda os erros mais comuns, como delegar apenas ao departamento de compras a responsabilidade, seja quando falta um medicamento ou quando o estoque está baixo. Para o consultor do Senac, não se pode interferir na relação médico-paciente ditando ao corpo clínico o que ele deve ou não usar.
Já Emanuel Toscano, do Hospital e Maternidade São Camilo, afirma que é preciso mudar a cultura e buscar padronizações com diálogos. ?No São Camilo realizamos uma revisão semestralmente para definir o que podemos incluir ou excluir dos materiais e medicamentos. Todas as lideranças são responsáveis pelo controle. É preciso gerar o envolvimento indireto dos colaboradores?, diz Toscano.
O São Camilo, conseguiu reduzir alguns custos implantando metas de custo por estrutura e receita. A execução de alguns serviços que antes eram terceirizados passou a ser feita internamente, como processamento de carnes, que teve uma redução direta de 15%, legumes e frutas, com 25% e também no processo de compras conjuntas. Com outsourcing de impressão, o hospital que gastava em abril de 2006 uma média de R$ 12 mil, conseguiu registrar após um ano de implantação do projeto um gasto médio com impressões de R$ 4 mil.

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