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Saúde: temos uma crise on line

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No Brasil, 55 milhões de perfis estão cadastrados no Orkut, o site domina a preferência dos brasileiros. E é dentro desse espaço virtual, o Orkut, que se desenrola uma grave crise de imagem e reputação na Saúde, nunca imaginada por nenhum médico ou entidade representativa da classe. Em uma detalhada pesquisa no site de relacionamento, é possível se deparar com muitas declarações inapropriadas, inadequadas e danosas ao exercício da boa Medicina baseada em evidências. Assim, existem, hoje, mais de 100 comunidades que discutem temas médicos e denunciam erros, sem o menor critério. O que desejamos discutir aqui é a forma como estas reclamações estão sendo feitas no ORKUT, de maneira inconseqüente. Em diálogo registrado na comunidade Paguei para ser mutilada, em março deste ano, um médico é acusado de homicídio doloso, lesão corporal, além de ter dívidas financeiras expostas a todos os internautas. Perguntas necessárias: este profissional e outros tantos médicos sabem o que está sendo dito a seu respeito no Orkut? O médico não poderia ter um ou mais homônimos? Mesmo sem ser médico, um ser humano merece ter a sua privacidade devastada desta maneira, de forma inconseqüente? É correta a conduta de quem posta tais informações? É possível calcular e medir o dano à imagem e à reputação desse profissional? Se o risco de reputação e imagem, segundo o The Economist, é o ponto de partida de todos os riscos para qualquer negócio, um profissional sem reputação, não tem negócio.

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