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Saúde não acompanha a era do conhecimento

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“A saúde vai ?bem mal” na era conhecimento”. Assim o pesquisador emérito da IBM, Jean Paul Jacob analisa o desempenho do setor de saúde perante os avanços tecnológicos existentes no mercado. “Não estamos progredindo na mesma razão que outras áreas estão avançando com a tecnologia. A saúde utiliza mal esse conhecimento disponível”, afirmou.
Como exemplo, Jacob enfatizou os erros médicos, que mata 100 mil pessoas por ano, nos EUA. “É como se houvesse um acidente aéreo todos os dias com a morte do todos os pacientes. A analogia: é mais seguro viajar de avião do que entrar num hospital. E isso não está tão errado, pois recentemente um médico propôs a instalação de uma caixa-preta nas salas de cirurgia”
Roupas com sensores para saber o estado de saúde dos usuários, ternos anti-H1N1, rastreamento de alimentos e sua cadeia produtiva, são alguns exemplos de inovações que têm sido trazidas para o mercado, mas com pouca efetividade na saúde, destacou o pesquisador.
Ao ilustrar como os hospitais têm gerenciado suas informações, Jean Paul apresentou uma foto de arquivos de papel. “Essas são as informações de saúde”, apontou. “Algumas instituições já utilizam o registro eletrônico de saúde, mas ainda é muito incipiente”, destaca. No futuro, a utilização de tablets de poucos milímetros de espessura, como um cartão, e com grande capacidade de processamento trará as informações de saúde de cada paciente, segundo Jacob. Além disso, com o mapeamento do DNA completo por apenas US$ 100, que segundo ele não demorará a acontecer, permitirá a confecção de medicamentos individuais e personalizados.
Na visão de Jacob, os serviços para serem melhores percebidos necessitam trazer inovações. “O conceito de inovação é a concatenação de invenções que agregam valor e que tragam uma visão de mercado. E ela tem que ser colaborativa,  aberta e interdisciplinar”, destaca. “Serviços são perecíveis e não podem ser avaliados com métricas, daí a necessidade de inovar”. O conceito de serviço também precisa ser revisto, na opinião de Jacob. “Quem vende serviço, vende conhecimento”, pontua.
Alguns exemplos de inovações que estão sendo pesquisados e podem impactar na saúde, de  acordo com o estudioso, são carros voadores, que podem levar médicos e pacientes para o rápido atendimento; celulares com dispositivos para telemedicina, que permitem inclusive a transmissão de imagens de sangue, de dados de pressão arterial, entre outras informações; jogos de vídeo-game, que permitem a crianças que tenham câncer brigar contra as células; jogos de Wii para reabilitação e melhorar a coordenação motora. “Em Estocolmo, na Suécia, fizeram um a escada em formato de teclado de piano, para estimular as pessoas a subirem a escada e fazerem exercícios de alguma forma”, exemplifica.
De acordo com Jacob, a intersecção entre o mundo digital e o real é o que traz a maior possibilidade de inovação e muitas vezes nem percebemos os impactos que trazemos. Exemplos assim, podem ser percebidos no cinema, ou então em mecanismos como a sala de telepresença desenvolvida pela Cisco. “No futuro vocês terão pacientes virtuais. O paciente na tela vai se comportar como um paciente real”, destaca o pesquisador. Outro destaque apontado é o uso de um serviço de busca, como o Google, como ferramenta para prever uma epidemia de gripe, simplesmente pelo aumento de pesquisas relacionadas ao tema.

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