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Saúde lança R$1,8 bilhão em debêntures

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Caros,

Até pouco tempo atrás os empreendedores de saúde que necessitavam de recursos para seus empreendimentos dispunham de uma fonte limitada de opções de recursos. Bancos como o BNDES eram uma fonte de recursos distante para o pequeno ou médio investidor do setor e as linhas internacionais de crédito só eram disponíveis para as grandes instituições. Recentemente, com a entrada de grandes players no setor, uso de instrumentos como emissão de ações e debêntures começaram a fazer parte do cenário da saúde. Confira a matéria abaixo!

Atenciosamente,

Fernando cembranelli

Equipe EmpreenderSaúde

Setor de saúde lança R$ 1,8 bi em debêntures

Ainda pouco financiado pela emissão de dívidas no mercado de capitais, o setor de saúde vai emitir nos próximos dias pelo menos R$ 1,8 bilhão em debêntures. O hospital São Luiz pretende lançar R$ 1 bilhão em papéis. A Diagnósticos da América (Dasa) quer vender outros R$ 810 milhões em debêntures.

Até pouco tempo atrás formado por empresas pulverizadas e de controle familiar, o setor de saúde não tinha porte para acessar investidores do mercado de capitais com a venda de papéis de dívida. Porém, depois da entrada de fundos de “private equity” e de ofertas de ações em bolsa, essas empresas estão ganhando mais peso, o que tem tornado possível a captação de recursos com o lançamento de papéis de dívida.

Aquisições de concorrentes, capital de giro e refinanciamentos são algumas das operações que estão sendo financiadas por hospitais, planos médicos e prestadoras de serviços da área de saúde recentemente.

Recém-adquirido pelo BTG Pactual, o hospital São Luiz planeja emitir em breve R$ 1 bilhão em debêntures com garantia real. A operação será avaliada pelos acionistas em assembleia marcada para segunda-feira, segundo edital de convocação publicado no Diário Oficial de São Paulo na semana passada.

Procurado pela reportagem, o São Luiz informou que não comentaria a oferta. O Valorapurou que o objetivo da captação é financiar parte da própria aquisição do hospital pelo BTG, que enxergou no baixo nível de alavancagem do hospital uma oportunidade.

Em setembro do ano passado, o banco anunciou a compra de 70% do São Luiz. Uma fatia foi paga à vista na época. Agora, parte das debêntures deverá ser dada aos antigos controladores e parte pode ser usada para adquirir a participação de acionistas minoritários.

Já a Dasa, segundo relatório emitido pela agência de classificação de risco Fitch, vai usar a oferta de R$ 810 milhões em debêntures para refinanciar sua dívida e reforçar seu capital de giro. Uma nota promissória de R$ 300 milhões será liquidada e uma linha de crédito usada para o pré-pagamento de notas seniores no fim do ano passado também será quitada.

Os papéis, que estão sendo estruturados pelo Itaú BBA, terão vencimento em 2016. Essa é a segunda emissão de debêntures da empresa líder em serviços de diagnósticos no Brasil, que se formou a partir da aquisição de diversos laboratórios depois da entrada de um fundo de private equity da gestora Pátria.

Em setembro do ano passado, uma oferta de R$ 900 milhões em debêntures da Amil Participações surpreendeu a operadora de planos de saúde. “Tivemos mais investidores do que papéis para oferecer”, diz um executivo que participou da emissão. O objetivo da colocação foi refinanciar um empréstimo-ponte tomado para a aquisição da operadora Medial.

Fonte: Valor Econômico, 24/03/2011

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