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Saúde: desafios de aliar eficiência à solidez financeira

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Um adequado sistema de atenção à saúde representa um dos principais e mais difíceis desafios no mundo moderno. Os Estados Unidos, por exemplo, discutem um pacote de aproximadamente US$ 787 milhões para tentar amenizar o caótico sistema de saúde pública. Enquanto isso, o cenário no Brasil não é diferente e tampouco menos preocupante. O SUS (Sistema Único de Saúde) consome parte expressiva do orçamento público para prestar um atendimento limitado, devido às grandes dificuldades operacionais, sem garantir o mínimo previsto em nossa Constituição.

Nesse sentido, as operadoras de planos de saúde cumprem importante papel com absorção de parte dessa demanda. No entanto, como qualquer empresa, essas operadoras também têm que saber conviver com as oscilações de mercado e buscar formas de sobreviver a impactos, como os das ondas devastadoras das crises.

Diante desse quadro, a Agência Nacional de Saúde surge como mediadora, numa tentativa de equilibrar a exigência da prestação de um serviço de qualidade aos beneficiários e, por outro lado, afiançar a saúde financeira das operadoras, que devem ter condições de arcar com os custos de utilização.

Para conseguir acompanhar de perto todos esses processos, a ANS adotou uma metodologia preventiva, que consiste na exigência de uma série de provisões e garantias financeiras das operadoras. O objetivo é fazer com que elas possuam reservas suficientes para atuar no mercado. Mas o resultado desse procedimento tem custado caro.

Só para se ter uma idéia, em 2000, um ano após o início das atividades da ANS, havia no país 2.723 operadoras de planos de saúde. Em maio deste ano esse número caiu para 1.736, evidenciando uma redução de mais de 35%. No Espírito Santo os números também revelam esse impacto, com a diminuição de 55 operadoras para 36 no mesmo período. Mais que os fechamentos, o mercado convive ainda com operadoras sem o registro regular ou sob direção fiscal.

Com o intuito de dar mais transparência e acompanhar melhor a atividade, a ANS tem lançado mão de importante ferramenta: o IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar). Divulgado anualmente, o IDSS afere o desempenho de provimento à saúde e composição econômico-financeira das operadoras, demonstrando se elas possuem reais condições de prestar o atendimento adequado e cumprir com os direitos contratados.

Para o cidadão, o IDSS é um importante aliado, que deve ser usado para pesquisar se a operadora possui registro, está regular com a agência, e se tem uma classificação, no mínimo, razoável.

Neste contexto, a Unimed Vitória ocupa posição de destaque. Com o melhor IDSS do Espírito Santo e um dos melhores do país, a cooperativa médica capixaba conta com constituição de 100% das provisões financeiras e ativos garantidores suficientes, demonstrando solidez e robusta situação econômico-financeira.  Todos esses indicadores podem ser traduzidos aos beneficiários pela ampla rede de atendimento, composta por hospital e centro de diagnóstico próprios, somado ao serviço de qualidade prestado pelos 2,2 mil médicos cooperados e mais de 1,5 mil colaboradores, além da maior rede credenciada do Estado.

As regras e as condições do mercado estão na “mesa”, com a demonstração de que somente operadoras sadias financeiramente, com gestões responsáveis e zelosas do direito dos clientes terão força para continuar. Agora, cabe ao consumidor fazer a sua parte.

*Alexandre Augusto Ruschi Filho é presidente da Unimed Vitória

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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