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Santa Casa cresce 20% com novo modelo de gestão

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Aumentar a produtividade de uma instituição de saúde sem aumentar os custos operacionais e reduzir a qualidade do atendimento é uma difícil tarefa que vem sendo realizada pela administração da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fazer com que o repasse feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) fosse capaz de suprir as despesas com folha de pagamento, compras, manutenção e contratos fez com que a instituição mudasse alguns conceitos administrativos e profissionalizasse sua gestão.

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Uma das formas encontradas pela entidade para gerenciar e controlar os custos foi a reformulação de sua área administrativa e a profissionalização da gestão. Essa mudança consistiu em transformar todas as especialidades médicas em unidades estratégicas de serviço individuais. Após a divisão, cada uma das unidades ganhou um gestor administrativo e um diretor técnico, um médico especializado que recebe auxílio do gestor na tomada de decisões estratégicas. “Hoje, todos os diretores técnicos da Santa Casa possuem, no mínimo, doutorado, e pelo menos 80% dos gestores administrativos possuem curso de administração hospitalar, ou MBA em administração”, explica o superintendente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Antonio Carlos Forte.

Implementado há cerca de dez anos, a divisão das especialidades dentro do complexo e em nas outras 38 unidades administradas pelo hospital e a gestão por administradores profissionais permitiu um controle maior dos custos. “Com isso nós conseguimos ter um custo bastante controlado. Hoje comparamos nosso custo com os de outras instituições e vemos que ele realmente é muito baixo, o que para nós passa a ser uma dificuldade na hora de acompanhar o mercado na era da terceirização. Cada vez que tentamos terceirizar algo,esbarramos nessa questão”, analisa.

Mas justamente na terceirização que a entidade encontrou um caminho para a redução do custo. Foi contratada uma empresa para gerenciar toda a logística de compra, abastecimento e serviço de entrega para a instituição. “Fazemos uma mesa de negociações com o fornecedor dentro da Santa Casa onde discutimos à exaustão até chegarmos ao melhor preço”, acrescenta Forte. Com as mesas de negociação o hospital reduziu em 20% o custo com compras, o que representa cerca de R$ 22 milhões.

Hospitais como clientes

Mantendo um crescimento médio de 20% ao ano desde 2008, a Santa Casa de São Paulo já estuda outra forma de entrar no mercado de saúde. “Devido ao nosso crescimento e sucesso na gestão de unidades de saúde como Organização Social de Saúde, o número de entidades que tem buscado o Hospital para a realização de parcerias, principalmente prefeituras do interior de São Paulo tem sido muito grande. Elas querem adotar esse modelo de alta produtividade com redução de custos,A partir daí resolvemos explorar esse nicho de mercado e entrar no segmento de terceirização de serviços para a saúde”, afirma.

Segundo o superintendente, a instituição ainda está elaborando o novo modelo de negócio que pretende lançar ao mercado em 2011. “Somos muito cautelosos em relação ao crescimento. Crescemos bastante, mas sabemos que não adianta explodir na área administrativa. Nosso negócio é tratar o paciente”. O hospital pretende explorar todas as áreas de apoio às instituições de saúde como lavanderia, suprimentos, logística hospitalar, logística clínica e administração de corpo clínico.

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