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Rubens de Moraes, a Beneficiência Portuguesa e o Hospital São José!

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Caros,

  Assim como o Hospital das Clínicas está buscando ampliar o atendimento a convênios, o Hospital Beneficiência Portuguesa que atende 60% dos seus pacientes pelo SUS, busca ampliar o atendimento a seus clientes de convênios e particulares, dado que o esperado reajuste da tabela SUS não veio e não há previsão de vir. Acirrando a caça por talentos na área da saúde recrutou três médicos referências em oncologia do Hospital Sírio Libânes, Carlos Buzaid, Fernando Maluf e Riad Youne, que já promoveram um aumento da taxa de ocupação do Hospital São José de 50% para 85%. A terceira geração dos Ermírio de Moraes na Beneficiência Portuguesa mantém o excelente trabalho realizado pelas gerações pregressas.

Atenciosamente,

Fernando Cembranelli

Equipe EmpreenderSaúde

P.S: Discussão desta semana na Rede Empreendersaúde : Em sua opinião,o quais são os maiores desafios e oportunidades em Saúde em 2011?!  Registre sua resposta em nossa rede: www.empreendersaude.ning.com

Beneficência planeja elevar receita com serviços privados

Beth Koike | De São Paulo

Com 60% do atendimento destinado ao Sistema Único de Saúde(SUS), a Beneficência Portuguesa está avançando em sua estratégia de captar recursos por meio de planos de saúde e pelo seu hospital premium, o São José, para cobrir a defasagem do repasse do governo, que paga apenas 40% das despesas médicas da Beneficência Portuguesa. Nesse sentido, a Beneficência planeja construir uma nova torre para o São José – hospital inaugurado em 2007 com a finalidade de ter seus rendimentos revertidos para cobrir as despesas da própria Beneficência. O novo prédio terá entre sete e nove andares e será exclusivamente oncológico. O valor do investimento ainda não foi fechado, uma vez que estão sendo realizados estudos de viabilidade econômica do empreendimento, que poderá captar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O repasse do governo é insuficiente. Cerca de 60% das despesas dos pacientes do SUS são pagos por meio de receita gerada pelos planos de saúde e caixa da própria Beneficência”, disse ao Valor Rubens de Moraes, presidente da Beneficência reeleito há menos de um mês, em uma de suas raras entrevistas à imprensa.

Nos últimos cinco anos, o superávit da Beneficência Portuguesa caiu de R$ 59 milhões para R$ 6,5 milhões – mesmo com a receita aumentando cerca de 40% no período. Em 2009, Beneficência chegou a ter um superávit de R$ 61,4 milhões, mas esse número foi puxado basicamente pela venda de um imóvel no valor R$ 40 milhões.

Diante da queda constante na última linha do balanço, o sétimo filho do empresário Antonio de Ermírio de Moraes – que comandou a Beneficência Portuguesa por cerca de 40 anos – viu que não era mais possível esperar um reajuste maior na tabela do SUS. “No apagar das luzes do governo Lula, foi criada uma portaria que torna a vida das filantrópicas da saúde ainda mais difícil. Agora, 60% dos procedimentos médicos precisam ser internação”, diz Rubens.

Em 2009, Rubens iniciou um programa de investimentos de R$ 160 milhões, sendo que R$ 70 milhões já foram aplicados. Trata-se do maior aporte destinado à infraestrutura da Beneficência já realizado na história do hospital, fundado em 1853. Entre as melhorias, estão a modernização dos apartamentos e do pronto-socorro, entre outras áreas. A ideia é atrair pacientes de planos de saúde que representam 30% no volume de atendimentos, mas respondem por 66% da receita, que somou R$ 482,3 milhões no ano passado.

Como a Beneficência já está com uma taxa de ocupação de 75% e o São José já conta com 85% dos leitos ocupados, a estratégia é expandir o São José com um plano de ação bastante agressivo. O São José “tirou” do Sírio-Libanês médicos medalhões da área de oncologia como Carlos Buzaid, Fernando Maluf e Riad Younes. “Nossa taxa de ocupação no ano passado era de 50%. Com a nova equipe de oncologistas, aumentou para 85%. Por isso, estamos planejando um prédio só para oncologia”, explicou Julio Braga, superintendente do São José, ex-executivo do Hospital Sabará e da Medial.

Engenheiro agrônomo e dono da Agrotora Reflorestamento e Pecuária, Rubens também está apostando na profissionalização do hospital, onde dá expediente três vezes por semana, como voluntário, como fazia seu pai e avô. O hospital pertence a uma sociedade filantrópica formada por 4,5 mil sócios. Executivos de mercado compõem a diretoria, que é formada também por Luiz Koiti, superintendente-geral da Beneficência e ex-Tivit, empresa do grupo Votorantim; e Fábio Teixeira, responsável pela área corporativa, que anteriormente era presidente do hospital paulista Santa Catarina.

Fonte: Beth Koike, Valor Econômico, 10/05/2011

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