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Roche firma parceria com laboratórios para detecção do câncer de mama

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Para melhorar o diagnóstico do câncer de mama e tornar o tratamento mais preciso, o Laboratório Roche firmou parceria com laboratórios de várias cidades do País, subsidiando parcialmente a realização do exame imuno-histoquímico para a detecção do tipo mais agressivo do câncer de mama, o HER2-positivo. Esse tipo de câncer de mama atinge uma em cada quatro mulheres portadoras da doença. O exame será realizado nas pacientes diagnosticadas com câncer de mama nesses laboratórios, independentemente do estágio da doença. O projeto tem como objetivo realizar exames em mil pacientes por mês, em média, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2005.
A técnica de imuno-histoquímica é a mais utilizada para detecção dos casos HER2-positivo. Basicamente, uma fatia finíssima do tecido do tumor da mama que foi retirado da paciente na cirurgia é colocada sobre uma lâmina onde são acrescentados reagentes imunológicos (anticorpos) e químicos, para que se ressalte uma determinada característica da célula que está sendo estudada (presença de receptores de estrógeno, receptores de progesterona, HER2, entre outros).
Atualmente vários laboratórios,realizam esse tipo de exame, porém em muitos casos os procedimentos não são padronizados o que pode ocasionar uma falha no diagnóstico diminuindo a precisão e prejudicando o tratamento das pacientes.
De acordo com uma recente revisão publicada na revista americana Modern Pathology, diversos fatores podem afetar o resultado correto dos testes. A principal mensagem extraída das diretrizes quanto ao teste do HER2 estabelecidas em diversos países é a necessidade de padronização e de validação dos testes, para aumentar a precisão. No Brasil, o único kit padronizado disponível para o exame do HER2 é o Herceptest, da empresa Dako.
O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) somente em 2003 foram diagnosticados mais de 41 mil novos casos sendo 20% desses fatais. Segundo especialistas, grande parte destas mortes poderia ser evitada com o diagnóstico precoce e preciso da doença. O problema é que muitas mulheres descobrem a doença no estágio avançado ou perdem meses de tratamento devido a diagnósticos imprecisos.
Atualmente fazem parte do projeto as cidades do Rio de Janeiro, Santos, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Campo Grande, Natal e Caxias do Sul. O objetivo é que outras cidades venham a fazer parte desse projeto.

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