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RJ lança novo modelo de gestão em saúde

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Com o objetivo de desafogar as emergências dos hospitais e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Rio de Janeiro, a prefeitura lançou hoje (28) um plano voltado para o fortalecimento e a expansão da atenção básica de saúde na cidade.

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O projeto terá início nos bairros de Santa Cruz, Paciência e Sepetiba, zona oeste do Rio, onde cerca de 85% da população conta exclusivamente com os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que até março de 2010 todas as ações já estejam implementadas nessa região.

Os investimentos de R$ 140 milhões são recursos dos governos federal e municipal, sendo que 60% serão custeados pela prefeitura. Dentre as ações, estão previstas a criação de 106 equipes do Programa Saúde da Família, além das 17 já existentes, e a construção de 19 clínicas de família, para atender aos mais de 380 mil moradores da região.

O prefeito Eduardo Paes disse que o novo modelo, batizado de Saúde Presente, pretende mudar o foco da saúde, privilegiando a prevenção de doenças.

“Vamos acabar com essa história de as pessoas procurarem uma emergência porque estão com uma amidalite ou uma dor nas costas. Vamos aproximar o paciente do médico que irá acompanhar a realidade desse cidadão para ajudá-lo a se prevenir de outras doenças.”

Paes disse que a meta de seu governo é que o serviço de atenção básica atenda a 100% da cidade até o fim de sua gestão (2012). Hoje, o Programa Saúde da Família (PSF) atende na cidade do Rio cerca de 3,5% da população. Uma das menores coberturas do país, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, explicou que 85% dos pacientes que procuram os hospitais emergenciais no Rio poderiam ser tratados por um médico de família. “Com o novo modelo vamos diminuir os índices de mortalidade infantil, os agravos em pacientes com hipertensão e diabetes, por exemplo, pois haverá um acompanhamento e aconselhamento desses pacientes.”

Dohman anunciou que os médicos do programa terão aumento de 100% do salário que atualmente, segundo ele, não chega a R$ 5 mil, por 40 horas de jornada, já com a gratificação. Os agentes comunitários, peça fundamental do PSF, também terão aumento de salário que hoje é de cerca de um salário mínimo.

Uma das novidades do Saúde Presente é a criação de uma central que contará com equipes de especialistas que, caso necessário, poderão dar apoio ao médico de família via internet, por videoconferência.

Outra novidade é que as equipes contarão com agentes de vigilância em saúde na prevenção e no combate à dengue e agentes da Defesa Civil para formar multiplicadores dentro da comunidade.

 

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