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RETROSPECTIVA 2007: Relembre aqui os fatos de Maio

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TECNOLOGIA

PACS e RIS em foco

A rede de clínicas de diagnóstico por imagem Sidi, no Rio Grande do Sul, implantou os sistemas PACS e RIS da Agfa. O projeto envolveu a integração de equipamentos médicos; a instalação de estações de diagnóstico; a distribuição das imagens e a gravação dos exames realizados, tendo funcionalidades como o agendamento de exames e a logística de confecção, digitação, revisão e assinatura digital dos laudos. A rede Sidi envolve 15 clínicas no Rio Grande do Sul.

Reestruturando a rede

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investiu R$ 700 mil na reestruturação de sua rede, com o objetivo de modernizar a infra-estrutura. A instituição implantou a solução Extreme Network, com integração promovida pela Olitel Telecom, obtendo uma economia de R$ 5 mil mensais com a eliminação de links. A mudança se fez necessária em razão da rede da Unifesp ter sido projetada para atender cerca de 200 usuários e, atualmente, precisar atender a 7 mil. 

Modernizando a estrutura de TI

O Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo, investiu R$ 2,2 milhões na realização do diagnóstico e reestruturação de TI nos aspectos de recursos humanos, estrutura física, hardware e software. A empresa contratou a RM Consultoria. As plataformas de TI foram revisadas nos quesitos de segurança, manutenção dos hardwares,softwares e redes e mão-de-obra especializada. O sistema foi totalmente integrado com uma nova plataforma e todos os equipamentos foram atualizados.

ECONOMIA 

Aquisições entre empresas e operadoras

Em maio, a Amil anunciou a aquisição da Blue Life. As negociações incluíram a carteira de beneficiários da Blue Life e o Hospital Santa Bárbara. A Dix Saúde, também do Grupo Amil, adquiriu a carteira de clientes da operadora de planos de saúde Med Card. A empresa passou a incorporar 61.290 vidas, sendo que 90% dos contratos são empresariais. A InterSystems também oficializou a aquisição da TrakHealth, com o objetivo de acelerar os negócios internacionais, principalmente em mercados emergentes. No campo das análises clínicas, o DASA adquiriu o Laboratório Exame em Brasília, aumentando sua participação na região.

Minas ganha reforços na área de sistemas

A MV Sistemas inaugurou uma nova filial em Belo Horizonte com estrutura para treinamentos, cursos e apoio a clientes e consultores de empresas. A principal razão do investimento foi o crescimento da marca na região.

Capacitação para decisores técnicos e táticos

Maio também marcou o lançamento do Saúde Business Conference, pela IT Mídia. Voltado para os decisores técnicos e táticos dos hospitais, no primeiro ano, o evento contou com a participação de Richard Kilburg, diretor sênior de Recursos Humanos do Hospital Johns Hopkins, que abriu o evento falando sobre o desenvolvimento de competências gerenciais em saúde.

GESTÃO

Certificação no Rio e no interior de SP

O Hospital da Unimed Limeira e o Pró-Cardíaco, do Rio de Janeiro, conquistaram a acreditação de excelência (nível 3), da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Ambas avaliações foram feiras pelo Instituto Qualisa de Gestão. Em Campinas, o Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Hospital da PUCCAMP recebeu a certificação do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), expedido pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial (SBPC/ ML).

INVESTIMENTOS

Movimentação dos negócios em saúde

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) inaugurou as obras de ampliação, com investimentos de R$ 2,6 milhões. Em Manaus, foi a vez da operadora de saúde Samel, que anunciou investimentos de R$ 3,7 milhões na reforma do próprio hospital e na construção de uma clínica. Em São Paulo, a Samcil investiu R$ 4 milhões na reestruturação do Hospital Jardim, de Santo André, que passará a se chamar Hospital Santo André.

Incorporação

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) incorporou a Maternidade Mater Dei de Curitiba, que atende 50% dos pacientes da cidade.

Reformas na área pública

Depois de investimentos de R$ 400 mil, o Hospital Getúlio Vargas, em Recife (PE), reabriu o bloco cirúrgico, que precisou passar por reformas após um incêndio ocorrido em abril. No Distrito Federal, o governo anunciou a liberação de R$ 42 milhões para a reforma do Hospital de Base. Em Minas Gerais, o governo anunciou a liberação de R$ 3 milhões para a reforma e ampliação do Hospital Municipal de Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte.

POLÍTICA

Crise no Incor II

Em maio, a Fundação Zerbini quase perdeu a gestão do Incor-DF. O Conselho Curador da Fundação havia determinado a desvinculação do hospital. A instituição amargava uma séria crise financeira, tendo encerrado o ano de 2006 com uma dívida de R$ 25 milhões e tendo acumulado, até aquele mês, uma dívida de R$ 13 milhões.

Para equilibrar as contas, o Incor-DF chegou a reduzir o número de funcionários, tendo demitido, somente em maio, mais de 70 colaboradores, depois de ter ficado mais de três meses sem pagar os salários.

Como havia o risco de fechar o hospital, o Ministério da Saúde interveio e decidiu que a Fundação continuaria à frente da gestão da instituição por pelo menos mais seis meses. O governo do Distrito Federal também contribuiu, pagando antecipadamente a ocupação dos leitos, destinando, assim, R$ 5 milhões para o hospital.

Quebra de patente

O licenciamento compulsório deu o tom das discussões políticas no mês de maio. Depois da quebra de patente do antiretroviral Efavirenz, do laboratório Merck Sharp & Dohme, concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indústria e governo travaram uma longa discussão baseada em ética e economia. 

O licenciamento compulsório aconteceu  sob o argumento de redução de custos. O governo tinha um gasto anual de US$ 580 por paciente com a compra do medicamento, que é distribuído para 200 mil pacientes cadastrados no Sistema Único de Saúde. Entidades representantes da indústria, como Interfarma e Febrafarma, criticaram a conduta do governo e questionaram se o Brasil tinha ou não capacidade para produzir o medicamento.

Nesse ponto, ficaram com a razão. O governo chegou a anunciar que o Efavirenz seria produzido pelo Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), o que geraria uma economia de 40% na aquisição e distribuição do medicamento, mas, por fim, acabou optando por importar o medicamento  da Índia.

O assunto foi debatido na Assembléia Mundial de Saúde, organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No evento, representantes da OMS aprovaram um documento que apoiava a quebra de patentes em países em desenvolvimento e aceitaram prestar apoio normativo e técnico para os países que optarem pela iniciativa.

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