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Resultados do modelo de atenção primária ajudam a mudar cultura do paciente

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Os bons resultados alcançados nos modelos de atenção primária em funcionamento no país têm ajudado a modificar a cultura do paciente que tradicionalmente prefere optar por um médico especialista mesmo sem saber direito se é esse o profissional adequado para o seu problema de saúde. Os relatos dos profissionais presentes no 1º Simpósio de Operações Hospitalares, no HIS 2017, no painel: “Agenda Macro; o desafio da atenção primária” foram unânimes no que se refere à importância desse modelo para o sistema de saúde no Brasil.

No início, os pacientes ainda acostumados à livre escolha do tipo de médico que julgam poder tratar melhor seus problemas se sentem como se tivessem “perdendo poder” ao serem encaminhados primeiramente à atenção primária, diz Guilherme Crespo, diretor de Provimento em Saúde da Unimed Vitória (ES). Contudo, continua Crespo, os clientes conseguem identificar muito rapidamente um ganho de qualidade, pois percebem que esse modelo os conduz com mais precisão para o atendimento. Nesse caso, o índice de satisfação dos pacientes na Unimed Vitória é de 95%, informa o diretor.

Eduardo Almas, assessor da presidência da Rio Saúde, destacou que nos modelos de gestão em que há investimento prioritário no profissional da saúde, em treinamento e em utilização mais intensa de tecnologia da informação o atendimento primário melhora e a percepção do paciente é imediata, o que consequentemente acaba mudando a cultura da livre escolha em favor da atenção primária.

No Hospital Mater Dei, em Minas Gerais, foi criado um programa especial com base nesse modelo com ótimos resultados, sendo possível baixar custos, como o de medicamentos, por exemplo. A diretora clínica, Marcia Salvador Géo, afirmou que embora esse modelo tenha sido  apresentando às operadoras de saúde com as quais o hospital têm vínculo, até o momento não houve interesse em adotá-lo, o que mostra ainda uma resistência das empresas. “Depois que o paciente é bem acolhido e vê que o tratamento surtiu o efeito esperado, ele se fideliza e dificilmente volta ao modelo anterior”, ressalta André Paranzini, diretor médico do Minutomed.

       
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