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Responsáveis por infecção hospitalar são identificados

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Um levantamento realizado pela Rede Nacional de Monitoramento da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (Rede RM), feito entre julho de 2006 e junho de 2008, indica os principais microorganismos que causam infecções hospitalares no sangue em pacientes internado em unidades de tratamento intensivo no Brasil. As notificações enviadas por 114 hospitais voluntários das cinco regiões do país somaram 5.406 microrganismos.
A infecção hospitalar é muito comum, de acordo com Cássio Marques, especialista em vigilância sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, essé é um problema de saúde pública mundial, e as taxas de infecção variam entre os hospitais. “Os patógenos encontrados nos hospitais são cada vez mais resistentes aos antibióticos.” O uso indiscriminado de antibióticos pode agravar o problema, segundo a Anvisa, facilitando o surgimento de bactérias e outros microrganismos cada vez mais resistentes.
Os patógenos mais presentes nos hospitais foram os do gênero Staphylococcus, (47% das notificações), que podem causar infecção generalizada e pneumonia e, na maior parte das vezes, sua infecção é causada por falhas no processo, observa Marques.
Os números do levantamento podem não refletir a dimensão exata dos quadros existentes nos cerca de 8 mil hospitais brasileiros, segundo Marques. Mesmo assim, acrescente, os dados são indicadores de problemas, sugerem possíveis quadros de resistência e até mesmo erros nos testes feitos pelos laboratórios de microbiologia de cada hospital.
O relatório final deverá ser lançado no final de 2009 e incluir as informações deste ano. A intenção da Anvisa, adianta o especialista, é elaborar uma política pública de monitoramento, prevenção e controle da resistência microbiana em serviço de saúde e uma rede de notificação.

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