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Relatório anual da OMS divulga situação mundial da Aids

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O Relatório sobre a saúde mundial, publicado anualmente pela Organização Mundial de Saúde aponta que este é um momento crítico na história da Aids. Há mais dinheiro, mais vontade política e mais atenção a essa doença mortal do que jamais existiu. Mesmo assim, nunca tantas pessoas morreram em decorrência da Aids ou se infectaram com o HIV. Para a OMS, a situação atual da Aids torna o seu combate o maior e mais urgente desafio da saúde pública em todo o mundo. De modo a enfrentar o problema, a organização sediada em Genebra, na Suíça, está reforçando a iniciativa que pretende fornecer terapia antiretroviral a 3 milhões de portadores do vírus HIV em países em desenvolvimento até o final de 2005. Segundo a OMS, esse é um dos mais ambiciosos projetos de saúde jamais concebido, informa a Agência Fapesp.
?Gerações futuras vão julgar nossa época em grande parte pela nossa resposta à pandemia da Aids. Ao combater a doença decisivamente nós também estaremos construindo sistemas de saúde para atender às necessidades atuais e futuras?, diz Lee Jong-wook, diretor geral da OMS. ?Esta é uma oportunidade histórica que não podemos perder?, afirma.
A organização estima que de 34 a 36 milhões de pessoas em todo o mundo tenham Aids. A doença já matou mais de 20 milhões. Apenas em 2003, 3 milhões morreram e outros 5 milhões se infectaram. A OMS estima que outros 6 milhões morrerão em breve, se nada for feito. A situação é ainda mais dramática uma vez que apenas 400 mil receberam tratamento em 2003.
Doença desconhecida há duas décadas, a Aids é hoje a principal causa de morte e da perda da vida produtiva entre adultos entre 15 e 59 anos. De acordo com a organização, alguns países da África sub-saariana entrarão em colapso econômico a menos que consigam controlar suas epidemias.
No relatório, o Brasil é citado como exemplo a ser seguido, por ter sido o primeiro país em desenvolvimento a implementar um programa de distribuição do coquetel antiretroviral. Iniciado no início da década de 1990, o programa havia atendido mais de 125 mil pacientes até 2003.
Em 1990, o país tinha um dos maiores números de indivíduos infectados em todo o mundo, sendo que o Banco Mundial havia projetado que 1,2 milhão de brasileiros seriam portadores da doença no ano 2000. ?A estimativa atual, de 600 mil, revela que a resposta brasileira foi bem sucedida em diminuir o impacto da epidemia?, diz o relatório da OMS.
O Relatório sobre a saúde mundial pode ser baixado pela internet, em diversas línguas e em arquivo pdf, pelo endereço www.who.int/whr/en

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