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Reino Unido traça metas para ampliar mercado no Brasil

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Durante a rodada de negócios na feira Hospitalar, que ocorre esta semana em São Paulo, a gerente comercial para Saúde, Biotecnologia & Indústria Farmacêutica do Consulado Britânico, Danielle Duran, contou que as empresas britânicas participam de apenas 2% do mercado brasileiro. ?Este percentual está abaixo da média mundial, que gira em torno de 4% a 5%.? O volume de exportações em 2004 foi de 790 milhões de libras. O plano de ação britânico para ciência e tecnologia no Brasil inclui incentivo à cooperação e apoio a projetos comuns em áreas prioritárias, como nanotecnologia e gerenciamento de ciência e tecnologia, a formação do JETCO ? Joint Economic and Trade Commitee (Junta Econômica e Comitê de Comércio) e um memorando de entendimento com foco em hemoderivados e telemedicina. ?Queremos aumentar a competitividade da indústria britânica no Brasil e da indústria brasileira no Reino Unido?, explica Danielle.
Com o mesmo objetivo, o consórcio AL-Invest implanta a terceira parte de seu projeto que oferece apoio às operações econômicas entre a União Européia e a América Latina.
?Até 2007, teremos 857 projetos e mais de 64 mil participantes?, revela o assessor do consórcio, Mauro Souza. Os projetos aprovados receberão entre 14 mil e 250 mil euros, que deverão cobrir cerca de 80% dos custos. Podem ser membros do consórcio as câmaras de comércio e industria, associações industriais, institutos de comércio exterior e agências de desenvolvimento. Mais de 80 milhões de euros já foram investidos no consórcio desde 2004 e o retorno sobre o investimento foi de cinco vezes o valor aplicado.
As fases para a internacionalização dos projetos são: capacitação da pequena e média empresa (CAPYME), missões internacionais na América Latina e Europa (Latin American e European Weeks), encontros setoriais, auxílio ao desenvolvimento de planos de negócios e assistência para a concretização do negócio.
Obstáculos e oportunidades – Para Danielle, o principal entrave às exportações britânicas é a burocracia dos órgãos reguladores. ?No setor de saúde, o tempo entre a parceria com um distribuidor local e a entrada no mercado é muito longo. A Anvisa leva cerca de um ano para certificar os produtos.? Por outro lado, as empresas médico-hospitalares nacionais reclamam do subsídio das empresas britânicas, que tornam o preço brasileiro menos competitivo. ?Vamos trabalhar em conjunto com a embaixada brasileira para estabelecer critérios e orientar a entrada das empresas nos dois mercados. Por exemplo, no Reino Unido, tínhamos um foco em pequenas e médias empresas, mas percebemos que precisamos trazer exportadores mais experientes para o Brasil.?
Danielle acredita que os principais mercados para as indústrias no Brasil são de diagnósticos e telemedicina. ?A área de diagnósticos já está bem desenvolvida aqui e a telemedicina está avançando. Inauguramos, em janeiro, um centro de telemedicina em Macaé (RJ), como forma de agilizar o atendimento de emergência nas plataformas de petróleo e gás. Capacitamos as equipes médicas que atuam em alto-mar e agora é possível monitorar as vítimas de atendimento até a entrada no hospital, além de iniciar alguns procedimentos na própria plataforma. Quando os pacientes chegam, o hospital já está preparado para atendê-los.? As empresas envolvidas no projeto negociam a implantação do sistema em todas as plataformas da Petrobrás.

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