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Reciclagem, uma atitude para preservar a vida no futuro*

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Reciclagem, uma atitude para preservar a vida no futuro*

Reciclar o lixo significa economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que jogamos fora. A palavra reciclagem foi introduzida no vocabulário internacional no fim da década de 1980, quando ficou constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estão se esgotando.

Para compreendermos a reciclagem é importante “reciclarmos” o conceito que temos de lixo, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade. Grande parte dos materiais que vai para o lixo pode (e deveria) ser reciclada. Tendo em vista o tempo de decomposição natural de alguns materiais como o plástico (450 anos), o vidro (5.000 anos), a lata (100 anos) e o alumínio (de 200 a 500 anos), por exemplo, faz-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista para uma melhoria da qualidade de vida atual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações.

A reciclagem é uma alternativa para amenizar o problema, porém, é necessário o engajamento da população para realizar esta ação. O primeiro passo é perceber que o lixo é fonte de riqueza e que, para ser reciclado, deve ser separado. Ele pode ser separado de diversas maneiras e a mais simples é apartar o lixo orgânico do inorgânico (lixo molhado/ lixo seco). Esta é uma ação simples e de grande valor. Os catadores de lixo, o meio ambiente e as futuras gerações agradecem.

O lixo hospitalar ou resíduo de serviço de saúde é a classificação dada aos produtos sem valor e considerados perigosos produzidos dentro de um hospital como: seringas usadas, curativos etc. Por provocar danos à saúde, podendo conter agentes causadores de doenças, este tipo de lixo é segregado do restante produzido dentro de um hospital (como restos de comida etc.). O assunto é debatido com especial rigor no caso de hospitais acreditados como o Copa DOr, no Rio de Janeiro, certificado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), em que é realizado o Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde (PGRSS).

Existem regras para o descarte dos Resíduos de Serviços de Saúde. Elas estão dispostas na Resolução n° 306, de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre elas, uma estabelece que a segregação, tratamento, acondicionamento e transporte adequado dos resíduos é de responsabilidade de cada unidade de saúde em que eles foram gerados.

Em termos de regulação, na esfera federal, o país dispõe de normas ambientais e de vigilância sanitária, complementadas por outras estaduais e municipais. Os órgãos estaduais e municipais de meio ambiente são responsáveis pelo licenciamento ambiental dos empreendimentos de tratamento e disposição final de resíduos. Cabe a eles também a fiscalização.

Afinal, o lixo é o maior causador da degradação do meio ambiente. Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, pouco mais que um quilo de lixo por dia. O que fazer e onde colocar tanto lixo é um dos maiores desafios de nossa época.

*Ângela Farias é enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Copa DOr.

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