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Receita dos associados da Anahp chega a R$ 2,9 bilhões em 2003

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No momento em que se discute os reajustes médico-hospitalares e que as instituições esforçam-se para reduzir os custos, a Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) divulga os números de seus associados. Segundo dados da do Projeto SINHA (Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares da Anahp), a receita bruta dos 27 associados ficou em R$ 2,9 bilhões em 2003. O valor corresponde a 12% do montante movimentado pela saúde suplementar no Brasil. Do total da receita dos associados da Anahp, 81% é proveniente dos planos de saúde privados, 12% não foram classificados, 7% vem dos clientes particulares e 0,3% do faturamento provém do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os materiais e medicamentos foram responsáveis por 40% da receita, as diárias por 19%, as taxas representaram 10% do faturamento e os exames 16%. “Esse dado é conseqüência da falta de reajuste nas tabelas de diárias e taxas pagas pelas operadoras de planos de saúde”, destaca Francisco Balestrin, vice-presidente da Anahp e coordenador do Projeto SINHA.
Quanto às despesas dos hospitais da Anahp, a folha de pagamento lidera o ranking, respondendo por 36% dos custos, seguido pelos gastos com materiais e medicamentos, os quais representam 30% das despesas das instituições. “O custos de pessoal é mais de um terço do total e, se incluirmos os contratos dos serviços terceirizados (12%), os recursos humanos chega a quase metade dos gastos dos hospitais”, observa Balestrin.
A margem líquida média das instituições foi de 6% e, para mudar esse panorama a Associação defende a revisão do modelo de remuneração. “O sistema é ruim e precisa ser melhorado e uma das iniciativas nesse sentido é o desenvolvimento de um padrão de cobrança baseado em pacotes”, afirma Reynaldo Brandt, presidente da Anahp. O executivo explica que inicialmente seria possível estabelecer pacotes para os procedimentos mais simples como partos e cirurgias de miopias. “Alguns hospitais já utilizam esse sistema e as operadoras mostram-se receptivas”, comenta. “Para a fonte pagadora esse modelo é vantajoso, pois permite prever qual o gasto com o paciente”, completa Balestrin.
Quando o assunto é o papel da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) os executivos são taxativos: “deveria haver menos intervencionismo”. “A ANS precisa agir de forma menos operacional e mais estratégica para fomentar investimentos no setor”, avalia Adriano Mattheis Londres, vice-presidente da Anahp.

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