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Quem são as start-ups da Saúde

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As startups (empresas iniciantes de base tecnológica) devem modificar o mercado de saúde nos próximos anos. O otimismo está tomando conta de empreendedores envolvidos nessas empresas e está baseado no sólido crescimento desse segmento e na boa aceitação que as inovações estão recebendo no mercado, principalmente as que lidam com a tendência de mobilidade e gestão de informação eletrônica.
A ZAP Saúde é uma dessas startups que promete modificar o setor. A empresa fornece uma plataforma para agendamento e pré-pagamento de consultas, tudo pela Internet. O cadastramento de profissionais é gratuito e esse benefício já atraiu mais de 200 médicos de diversas especialidades para o site www.zapsaude.com.br. Os pacientes ganham agilidade ao evitar filas e economizam tempo. A plataforma permite o pagamento pela Internet, inclusive com parcelamento.
Com apenas sete funcionários, a ZAP planeja fechar o ano com receita de R$ 7,7 milhões. ?Os profissionais têm agenda disponível e a solução ajuda a aproveitar melhor o tempo deles?, comenta o CEO André Becker. O agendamento é gratuito. Para faturar, a empresa planejou outros serviços em cima da análise da base de dados das consultas cadastradas. Profissionais e empresas da área de saúde poderão pedir relatórios sobre a demanda, taxas dos convênios, percepção dos serviços, etc.
Isto é típico de startups. Essas empresas possuem foco e competência para pensar em inovações para o setor onde atuam. Em geral,  juntam profissionais de gestão e de formação técnica que pensam em conjunto para desenvolver uma inovação. Por trás delas há a solidez financeira de investidores, apoio de incubadoras ou órgãos de fomento e parcerias com grandes empresas do setor.
O bom momento das startups pode ser considerado um renascimento dessa atividade. No Brasil, elas foram moda no início dos anos 2000 com o surgimento das empresas pontocom. Mas o foco do empreendedor na época era muito ligado ao estilo chamado copycat (cópia de um modelo já existente no exterior) e isso trouxe pouca criatividade para áreas como a saúde e um dilúvio de ideias nem sempre viáveis para e-commerce e Internet.
A crise da bolsa de eletrônicos e a fuga de investidores nos anos seguintes contribuíram para que esse tipo de iniciativa enfrentasse dificuldades para crescer de forma consistente, principalmente no Brasil.
Hoje o cenário é diferente. O mercado de startups está mais sólido do que nunca. Dados do GVcepe (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital), da Fundação Getulio Vargas, mostram que os investimentos de capital de risco nessas empresas inovadoras  crescem 50% ao ano desde 2005. Para os próximos anos, a expectativa é que o índice suba para pelo menos 54%.
Dentro desse movimento, o setor de saúde tem ganhado os corações dos empreendedores. Das 364 submissões de soluções aceitas para o Desafio Brasil, o evento referência do país na área de startups,  40 delas eram inovações para médicos, hospitais e demais companhias de saúde. Um aumento de 11% em relação ao ano passado.
O número foi uma surpresa para a coordenação do evento. O setor de saúde está longe de ser pioneiro no uso da tecnologia e algumas empresas mal instalaram seus ERPs. No entanto, há uma peculiaridade que vem transformando isso. Os profissionais e pacientes convivem cada vez mais com smartphones e tablets. Além disso, o aumento da demanda está fazendo com que se procure soluções que agilizem o atendimento e melhore a produtividade dos serviços. ?As startups não estão fazendo um novo bisturi mágico, elas estão criando ferramentas para melhorar a eficiência e aumentar a receita das empresas de saúde?, comenta o COO do GVcepe e coordenador do Desafio Brasil, Adalberto Brandão.
Exemplos disso não faltam. A Sollis, uma empresa incubada no Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), uma parceria entre  governo de São Paulo, Sebrae e Universidade de São Paulo  para fomentar o empreendedorismo, está pronta para lançar no mercado uma solução para que médicos, dentistas e outros profissionais da saúde façam a prescrição de receitas de forma eletrônica.
O Euprescrevo é gratuito e tem como principal objetivo garantir uma prescrição segura, legível e integrada a todos os sistemas de gestão em saúde e conectadas às farmácias ?A redução de erros irá diminuir muito, assim como o consumo de papel?, diz o sócio fundador Caio Gonçalves. A empresa está mostrando o produto ao mercado e tem tido boa receptividade.
Dentro do Cietec, ela é apenas uma das que estão preocupadas em inovar no mercado de saúde. Das 139 incubadas atualmente, 44 são da área de Medicina e Saúde. Um total de 33%. E o número está aumentando.
Em 2012, foram incluídas 11 novas startups em dois processos seletivos no Cietec. No ano passado, entraram na incubadora quatro projetos da área de saúde, em quatro processos seletivos.
?O empreendedor brasileiro está aprendendo a olhar para o mercado e detectar oportunidades além do copycat?, diz o coordenador do site Startupi www.startupi.com.br, especializado em startups, Diego Remus.
Para ele, a maioria das transformações que sairão para médicos, hospitais e planos de saúde nos próximos anos virão de criações de startups. ?O problema do setor não é só falta de médico e hospitais, é também usar melhor a estrutura que está aí. É nesse desafio que as startups estão prontas a ajudar?, comenta.
E a área médica irá agradecer. Não faltam dificuldades em lidar com prontuários, agendamentos, gestão de informação para exames de imagens digitais, monitoramento de pacientes, controle de farmácia etc.  ?Há muito para ser criado nas startups em termos de e-health, o desafio maior é fazer o gestor de saúde se aproximar desses jovens empreendedores?, expõe o diretor da Empreender Saúde  http://www.empreendersaude.com.br/ Vitor Asseituno Morais.
Ele criou uma rede com 400 startups e outras centenas de profissionais e consultores. ?Ao quebrar essa barreira de aproximação, empreendedores e setor de saúde começam a traçar o futuro de hospitais e serviços no País?, diz.
Quem são elas: conheça algumas startups inovadoras que podem mudar o mercado de saúde nos próximos anos
Atestado.Med.Br
Sistema para plataforma web e mobile. Ideal para emissão, gestão e validação de atestados médicos e absentismo para empresas públicas e privadas.
www.portodigital.org
CardioCare
Equipamento médico que realiza vários testes eletrocardiográficos de uma vez e com custo de aquisição menor.
www.gelt.com.br
Clean Care
Sistema que scaneia as mãos e detecta se a higienização foi bem feita. Ajuda a diminuir as altas taxas de infecções hospitalares.
www.portodigital.org
EpiAlert
Equipamento que prevê crises epilépticas.
Ainda em fase de desenvolvimento.
www.epialert.com
Fisiogames
Game para fisioterapia e terapia ocupacional. Utiliza tecnologia de sensibilidade semelhante à do videogame Nintendo Wii .
www.fisiogames.com.br
Gigamigos
Game para avaliação do grau de dislexia, de TDAH e proporcionar redução dos impactos psicológicos nos pacientes de alas pediátricas.
www.portodigital.org
Minha Vida
Portal de saúde e bem-estar do Brasil. Usuários podem indicar profissionais de confiança e estabelecer redes de contato. É canal sobre o tema para outras mídias.
www.minhavida.com.br
MobileCare
Solução que permite acesso remoto por meio de dispositivos móveis a dados contidos no sistema de gestão hospitalar.
www.mtmtecnologia.com.br
Oncoguia
Portal que auxilia na orientação a pacientes com câncer. Traz conteúdos de educação, assistência e defesa da cidadania para o paciente.
www.oncoguia.org.br
Saútil
Site de buscas especializado no tema que ajuda a população a encontrar informações sobre a rede pública de saúde. O conteúdo é informativo e bem abrangente.
www.sautil.com.br
Scheme Lab
Especializada em diagnósticos moleculares. Criou testes genéticos mais rápidos e mais baratos do que os atualmente no mercado. Criada por dois Phds da Harvard Medical School.
www.schemelab.com

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