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Quando atendimento clínico e prioridades de TI colidem

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É quase impossível desenvolver uma empresa de sucesso, a não ser que essa empresa esteja consolidada numa base sólida de filosofias sensatas e complementares. Entre outras coisas, a filosofia deve definir o cenário de políticas concretas que gerem todo o ponto de vista da companhia, de seus clientes aos funcionários.
Por exemplo, recentemente entrevistei John Glaser, CEO da Siemens Health Services e antigo CIO da Partners HealthCare em Boston. Quando novos CEOs assumem, algumas vezes eles vêm como novas filosofias que se ajustam – ou não – com as políticas da empresa. Então perguntei a Glaser a respeito de sua visão dos clientes, já que suas decisões em alguns casos particulares seriam baseadas em seu ponto de vista.
“Se um cliente precisa de X, e nós pudermos fazer X, então devemos fazer X”, ele disse. “E quando o X não for a melhor decisão para os negócios, mas se for ajudá-lo, eu fico inclinado a realmente aplicá-lo. Parte disso porque eles continuarão a ser nossos clientes, e essas coisas se espalham e as pessoas dirão: ?Sabe, aqueles caras são flexíveis e, mesmo que não consigam fazer o que queremos, eles vão tentar ao máximo””.
Filosofias também são importantes no desenvolvimento de um ambiente de aplicação. A maioria dos CIOs que conheço diz ter uma filosofia que se inclina a usar o que melhor se encaixa, quando o que eles realmente querem é comprar o máximo possível de um único fornecedor, quando na verdade, compram o máximo de produtos clinicamente “amigáveis”, independente de quanta fita adesiva é necessária para manter as coisas funcionando.
Já ouvi um grande número de CIOs me dizerem que sempre irão de acordo com a escolha dos médicos, mas quando pressionados, seu desejo natural de CIO de ter pelo menos alguns aplicativos trabalhando fora do banco de dados, vêm à tona. O importante é que por trás disse haja uma filosofia firme (e que esteja de acordo com todos) antes que se torne uma política.
As duas tendências acima podem ser chamadas pró-pacientes, em ambientes de aplicação. No caso do que melhor se encaixa, os CEOs vêm uma arquitetura mais simplificada e fácil de gerir, produzindo poucos erros de dados e, portanto, resultando em maiores ganhos a segurança do paciente. No caso do melhor dos melhores, a satisfação dos médicos com a interface do aplicativo resulta em um maior (e mais significativo) uso, portanto, menos erros. Nenhum está errado, e dependem muito do ambiente existente de TI.
Seja relacionado a clientes, médicos ou pacientes, filosofias organizacionais claras e a políticas que vêm com elas são críticas para o sucesso. Essa é a alma da organização. Eu achava banal as pessoas andaram com cartões da companhia em suas carteiras, adornados com os princípios da companhia, mas trabalhei em lugares que não tinham tais cartões, porque eles não tinham tais princípios, e isso é muito, muito pior.
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