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Protótipo de UTI Móvel melhora ambiente interno e estabilidade do veículo

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O Instituto Nacional de Tecnologia, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, apresentou nesta semana um protótipo de UTI Móvel com melhorias relativas ao ambiente interno e ao equilíbrio e estabilidade do veículo. O projeto foi desenvolvido pelo INT para a empresa Atendo Home Care e Remoções, com participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae – RJ. Segundo Álvaro Guimarães, designer da Divisão de Desenho Industrial do INT e coordenador do projeto, o protótipo ainda passará por uma série de testes para avaliação e correções antes da fabricação comercial. O INT e a Atendo estão trabalhando juntos no projeto desde 2000.
“Um problema que se observa nas ambulâncias atualmente é a falta de equilíbrio, que gera instabilidade do veículo. Isso pode provocar riscos no trânsito, até mesmo de tombamento”, comenta Guimarães. A solução estaria em distribuir o peso do veículo em relação ao centro de gravidade. “Normalmente, o peso das ambulâncias fica todo concentrado em um só lado. Muitos motoristas reclamam da sensação de que o veículo pode tombar”, acrescenta ele.
Outra questão trabalhada no projeto diz respeito ao desenho interno das UTIs móveis e suas implicações, como acessibilidade e alcance de objetos. “Procuramos minimizar as dificuldades do ambiente interno através de aspectos como iluminação, a parte cromática, substituição de materiais, equipamentos posicionados em regiões diferentes, e outras características”, explica o coordenador do programa.
Ainda assim, Guimarães ressalta que não se trata de uma mudança total, mas significativa, na concepção do aspecto dessas ambulâncias, já que os componentes são os mesmos presentes nos veículos convencionais. “Como estamos lançando o protótipo, ainda prevemos muitas mudanças no projeto. Um dos pontos em que pretendemos mexer é a maca. Trata-se de um grande problema dentro da ambulância, que apresenta dificuldades de manuseio e peso, principalmente”, afirma ele.
Segundo Guimarães, um dos destaques do protótipo é a tentativa de minimizar o efeito claustrofóbico, uma característica identificada como um dos pontos fracos das ambulâncias. “Este fenômeno afeta não só o paciente, mas também a equipe médica e acompanhantes”, detalha ele. O efeito pode ser amenizado com a aplicação de uma série de fatores, como utilização de cores, aumentar a visão para o lado de fora e abertura do ambiente, com compartimentos distribuídos (e de preferência abertos) no lugar de armários fechados. “Também é importante conferir leveza ao ambiente, eliminando o aspecto tradicional de hospital”, completa.
O protótipo abrange inclusive a questão do conforto da equipe médica. “Geralmente os profissionais que trabalham em UTIs móveis, principalmente enfermeiros, ficam muito mal acomodados. Isso interfere no humor da pessoa, e consequentemente, faz cair a qualidade do atendimento”, constata Guimarães.
O projeto desenvolvido pelo INT refere-se ao tipo de UTI móvel para um único paciente, geralmente utilizado por empresas privadas do setor de saúde. “Não inclui as ambulâncias de emergência e veículos de resgate destinados a situações de calamidade pública, em que mais de um paciente podem ser transportados”, informa. Além disso, o protótipo contempla os modelos de médio porte. Segundo Guimarães, quando o trabalho estiver encerrado, terá início o desenvolvimento de um protótipo para UTI móvel de pequeno porte. “A pesquisa teórica já está pronta. Esta é uma novidade que a Atendo pretende lançar futuramente”, adianta o executivo.

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