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Protocolo reduz complicações e tempo de internação em cirurgias

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A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre iniciou, em 2016, a utilização do protocolo ERAS (Early Recovery After Surgery), que se baseia na adoção de medidas que reduzem as complicações e o tempo de internação do paciente em cirurgias de alta complexidade. Em um ano, o conjunto de medidas diminuiu em 50% o tempo de internação, e o índice de complicações graves pós-cirúrgicas, incluindo óbitos, reduziu em mais de 20%. Na Santa Casa, a aplicação das recomendações do protocolo ERAS foi realizada em 30 cirurgias de cólon e reto, de agosto de 2016 a agosto deste ano.

O protocolo ERAS propõe integração multidisciplinar e melhoria de processo do cuidado do paciente submetido a cirurgias de alta complexidade, como gastrointestinais, oncológicas, ginecológicas e ortopédicas. “Em muitas etapas, ele propõe a redução das intervenções com base nas novas evidências, desde a redução do jejum pré e pós-operatório, redução de volumes e opioides administrados até o acompanhamento pós-operatório tardio dos pacientes”, informa Luciano Vitola, médico da Qualidade da Santa Casa.

O ERAS traz cerca de 20 recomendações para a assistência em várias etapas do período perioperatório (período de tempo que vai desde que o cirurgião decide indicar a operação e comunica ao paciente até que este último retorne, depois da alta hospitalar, às atividades normais), cuja aplicação tem demonstrado resultados positivos em termos de diminuição no tempo de internação e complicações pós-operatórias. “Em uma época de tecnologias avançadas como robôs, laser e bisturis de alta precisão, o que este protocolo nos traz é uma inovação baseada em menos intervenções, mais interação multidisciplinar e gestão dos resultados com foco total na recuperação breve do paciente” explica Vitola. Segundo a enfermeira Cristiane Nazareth, “a intenção é ampliar a utilização do protocolo para todas as cirurgias de cólon e reto, e prosseguir ampliando nas demais especialidades. O próximo foco são as cirurgias de obesidade e traumatológicas”, complementa.

 

       
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