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Prontuário eletrônico do paciente ampara melhorias do Lean Healthcare

Utilizar uma base tecnológica é essencial para garantir o sucesso da metodologia, que “enxuga” etapas desnecessárias nos processos

O conceito de “enxugar” procedimentos desnecessários, proposto pela metodologia do Lean Healthcare, ganha ainda mais poder quando amparado por tecnologias como o prontuário eletrônico do paciente (PEP), segundo explica Claudio Giulliano, sócio da Folks. “O Lean vem de fato adicionar uma eficiência ao sistema de saúde e precisa, para que esse processo seja mais bem aproveitado, passar por tecnologia”, defende.

Por rastrear o uso do sistema de saúde pelo paciente, o PEP permite a extração de indicadores assistenciais e outras informações que subsidiam o trabalho do médico e dos demais profissionais no atendimento. A leitura permite identificar gargalos e promover padronização das práticas clínicas. “A ideia não é engessar o trabalho do médico, mas sugerir as chamadas melhores práticas assistenciais para embasá-lo em sua decisão”, explica.

A implantação de uma metodologia Lean Healthcare no hospital envolve alguns passos e, desde o primeiro estágio, demanda convergência com a área de tecnologia da informação:

  • Familiarização: o conceito é novo e demanda treinamento da equipe, tanto assistencial quanto de TI, que deve trabalhar em conjunto desde o começo do projeto;
  • Base das informações: os dados precisam estar acessíveis nos sistemas de gestão e prontuário eletrônico do paciente, porque são o subsídio essencial para a criação de um protocolo assistencial que promoverá agilidade nos processos;
  • Fluxo de trabalho: o segundo passo é estudar os processos de atendimento, como, por exemplo, o fluxo de internação. “Esse é quase sempre um processo mais demorado, que envolve vários recursos, inclusive no assistencial. Por exemplo: é admitida uma série de exames que não precisa ser feita, então, como no processo de Lean isso poderia ser enxugado? E para enxugar, precisa automatizar algumas das etapas, o que requer uma base tecnológica”, alerta. Giuliano explica que nesse ponto, pode-se integrar uma ferramenta de BPM (Business Process Management) para dar ainda mais poder à metodologia.

Qualquer hospital pode optar por unir o Lean Hetalthcare a tecnologias como prontuário eletrônico do paciente e sistemas de gestão, independentemente de porte ou perfil de atuação. Mas, para isso, deve saber: o gestor precisa, antes de tudo, querer mudar as o status quo. “Qualquer processo pode ser otimizado. A empresa deve estar aberta para eliminar etapas que a metodologia mostra desnecessárias’’, finaliza.

       

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