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Programas de apoio podem minimizar prejuízos da depressão pós-parto

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A criação de programas de apoio como terapias, grupos de discussão e orientação médica para gestantes podem ajudar a minimizar os prejuízos emocionais, relacionais e para a saúde pública causados pela depressão pós-parto, de acordo com pesquisa realizada pelo o psicólogo Manoel José Pereira Simão e apresentada ao Instituto de Psicologia da USP. Para realizar o estudo, o psicólogo analisou 91 artigos científicos publicados entre 1980 e 2002 em revistas indexadas na base de dados PUB MED, partindo de uma análise histórica das informações geradas no período.
A depressão pós-parto atinge entre 12% e 30% das mulheres no mundo. Os sintomas são desânimo, apatia, tristeza profunda e sentimentos de culpa por estar doente. Em alguns casos, a mulher rejeita a criança por se sentir incapaz e por não se considerar uma boa mãe. Em casos graves da doença, existe a possibilidade de a mulher cometer suicídio.
Entre os fatores de risco relacionados à doença, Simão cita o fato de que há uma chance três vezes maior de a mulher desenvolver depressão pós-parto na segunda gravidez, caso ela não tenha recebido tratamento adequado na primeira. Problemas de saúde durante a gestação e falta de suporte social também influem no aparecimento da doença.
De acordo com o pesquisador, os profissionais de saúde envolvidos (médicos, enfermeiras, agentes de saúde) devem observar esses fatores, além de também levarem em consideração os eventos vitais: acontecimentos estressantes que ocorrem sem controle da pessoa. No caso da depressão pós-parto, estão associados brigas com o marido, a família e os amigos; dificuldades financeiras, insatisfação no emprego, separações, mortes de entes queridos, abortos anteriores e desapontamento com o gênero sexual do bebê.
Simão explica que algumas características pessoais contribuem para a ocorrência da doença: ser solteira e muito jovem; gravidez indesejada; instabilidade emocional; ser imigrante; origem oriental ou negra em um país de cultura branca e ter mais de uma criança pequena em casa.
O pesquisador aponta os programas alternativos de tratamento como acupuntura, massagem e relaxamento, apontados por pesquisadores como sendo minimizadores do sofrimento causado por este transtorno.

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