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Profissionalização do trabalho voluntário

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O trabalho voluntário sempre esteve apesar do importante papel desempenpresente na história das Santas Casas. No entanto, hado, com o tempo, foi necessário organizar e profissionalizar a atividade do voluntariado.

“Os voluntários começaram a ter novos perfis e a ocuparem diferentes espaços. Muitas entidades perceberam que não havia gestão ou liderança cuidando desse trabalho, prejudicando todos os envolvidos”, comenta Adriane Barboza, supervisora do serviço social e coordenadora do programa de voluntariado da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Adriane irá ministrar a palestra Voluntário: motivação e programa durante o 20º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, promovido pela Fehosp, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em Atibaia, São Paulo.

Segundo a assistente social, é necessário orientar sobre os possíveis riscos de um ambiente hospitalar, oferecer capacitação e treinamento, além de acompanhar a interação dos voluntários com os profissionais regulares do hospital, pacientes, com outros voluntários e até mesmo proteger a instituição de problemas jurídicos.

“Em nosso hospital, além de existir uma coordenadora para o programa, há uma responsável técnica pela seleção dos candidatos e supervisoras assistenciais para acompanhamento sistemático dos voluntários nas áreas de atuação. Nesse acompanhamento, devemos valorizar a importante contribuição dessas pessoas, mas também orientá-los, já que muitos lidam diretamente com os pacientes. Devemos sempre lembrar que, normalmente, eles não são profissionais da saúde”, afirma Adriane Barboza.

Ainda de acordo com a coordenadora, a Santa Casa exige um curso de voluntariado, com carga horária de 42 horas, e capacitação na área hospitalar. Também, uma vez por mês há uma reunião para planejamento e avaliação das atividades. “É importante saber se os voluntários estão trabalhando de forma integrada, quais são suas dificuldades e expectativas, além de transmitir as expectativas do hospital”, acrescenta.

Adriane explica que muitos voluntários possuem um vínculo, história ou relação de gratidão com a instituição e, por isso, decidem participar do programa. Ainda segundo ela, o trabalho voluntário é um dos mais antigos programas de relacionamento e envolvimento da Santa Casa com a comunidade. “Para a equipe técnica do programa, o motivo que afasta o voluntário da Santa Casa é tão importante quanto aquele que o trouxe para participar”, completa.

A palestrante espera com sua participação no congresso transmitir a importância da gestão no voluntariado e alertar que esse segmento deve ser tratado com profissionalismo. “É necessário sempre acompanhar com atenção e seriedade essas pessoas que fazem parte da história das Santas Casas”, finaliza Adriane Barboza.

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