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Prestadoras de serviços de saúde e empresas buscam diálogo para compartilhar riscos

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Perdendo apenas para a folha de pagamento, o benefício de Plano de Saúde é o segundo quesito que mais representa custos para as empresas brasileiras. A informação é da consultoria de recursos humanos, Towers Perrin, que pesquisou no ano passado cerca de 200 médias e grandes corporações. Buscando otimizar a relação com os compradores finais de serviços de saúde, a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), durante o 4º Fórum Nacional que acontece hoje e amanhã, em São Paulo, apresentou para os dirigentes dos cerca de 30 hospitais associados, os desafios e tendências do benefício saúde, na visão dos empregadores.
Coordenado por Lais Perazo, da Towers Perrin, a apresentação apontou que o grande limitador do setor de saúde para as empresas é o custo, tendo consequências diretas para as instituições de saúde. Segundo Lais Perazo, o benefício que é oferecido em 100% destas organizações afeta o custo do produto final da companhia. “O desafio é encontrar equilíbrio entre estes custos, já que o benefício saúde é muito valorizado entre funcionários e uma exigência de entidades sindicais”, explica.
Segunda ela, um dos motivos pelos quais o custo da assistência médica cresce é a implantação de novas tecnologias pelas prestadoras de serviços, contrário de outros segmentos de mercado, em que a inovação representa economia.
Se por um lado os hospitais têm buscado aperfeiçoar a qualidade, por outro os empregadores e operadoras de planos de saúde não possuem condições técnicas de definir esta qualidade. “A responsabilidade acaba sendo transferida para os prestadores de serviços, que são os hospitais”, diz.
Para que os planos de saúde nas empresas não entre em colapso, a consultora esclere que é necessário redesenhar estes benefícios de modo a atender de forma focada às reais necessidades dos funcionários. “Antigamente as empresas eram paternalistas e não se preocupavam com os custos, hoje ele é considerado o principal fator de escolha por parte do comprador final de saúde. O plano do benefício de saúde é uma compra estratégica para a organização”, conta.
A tendência e solução apontada pela consultora, é que as empresas procurem negociar diretamente com a rede credenciada, fazendo também um gerenciamento de demanda por um sistema de livre escolha de pagamento e serviços, tabelas negociadas e transferência de riscos, com gestão compartilhada entre empresas e prestadoras de serviços de saúde.

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